Politica de cookies

sábado, 30 de novembro de 2013

Alimentos perigosos para os gatos


 
Os gatos e os cães têm organismos muito diferentes do nosso, ou seja, é preciso não esquecer que eles não são humanos. Os seus estômagos não digerem, ou têm muita dificuldade, em digerir certos alimentos "humanos":

Chocolate

O chocolate tem teobromina (8 vezes mais no chocolate preto do que no branco). Esta substância vai entrar em choque com o organismo, pode causar desde vómitos e diarreia a aumento da actividade cardíaca ou mesmo ataques de epilepsia.


Cebola, Alho e alho francês

Interferem com o sistema sanguíneo dos cães e gatos, diminuindo a quantidade de glóbulos vermelhos e provocando degenerescências e anemias. Os sintomas podem ser rápidos ou demorar alguns dias mas o melhor é levar o seu animal ao veterinário o mais rapidamente possível já que, em casos extremos, pode ser necessária uma transfusão.


Cafeína

Geralmente muito tóxica para os animais, com efeitos tanto no sistema nervoso e cardiovascular. Os efeitos secundários mais comuns são vómito, diarreia, alterações cardíacas, tremores, convulsões e mesmo morte.


Bebidas Alcoólicas

Regra geral não são atractivas para os animais mas estes são muito pouco tolerantes aos seus efeitos adversos. Os sintomas são pouco específicos e passam pela excitabilidade ou depressão exagerada, aumento da frequência de micção, alterações cardíacas e respiratórias e eventualmente a morte. Em caso de suspeita contacte imediatamente um veterinário.


Alimentos ricos em gorduras

São os preferidos de cães e gatos, mesmo entre as rações, as preferidas são as que têm maior teor de gordura. Mas o excesso de gordura pode causar pancreatite, uma doença grave cujo primeiro sintoma costuma ser o vómito incoercível. A diarreia pode também aparecer e a dor abdominal tende a ser forte o que faz com que os animais andem frequentemente com o dorso arqueado.


Lacticínios

Não são muito prejudiciais e o iogurte ou queijo fresco até são recomendados. Mas, no geral, são mal tolerados já que os cães e gatos, a partir do desmame, deixam de produzir a principal enzima responsável pela digestão da lactose e assim podem surgir gases ou diarreias. Os produtos extremamente gordos como queijos curados podem originar também pancreatite.


Frutas

As maçãs, pêssegos, cerejas, alperces ou ameixas podem, ingeridos em grande quantidade, podem causar toxicidade aos cães e gatos, por terem na sua composição, um derivado do cianeto. Os sintomas incluem dilatação das pupilas, hiperventilação e choque.


Abacates

As folhas, frutos cascas e sementes de abacates contêm o derivado de um ácido gordo – a persina – tóxica para os gatos. Os principais sintomas desta intoxicação incluem dificuldade respiratória, dor abdominal e acumulação de fluidos na cavidade torácica.


Fermento em pó

Constituído por agentes levedantes e bicarbonato de sódio, quando ingeridos em grandes quantidades podem causar desequilíbrios electrolíticos (baixa concentração de cálcio e potássio no sangue e/ou subida do sódio) e, consequentemente, insuficiência cardíaca congestiva ou espasmos musculares.
 

Adoçante (xylitol)

Neste grupo também fazem parte os doces, rebuçados, as pastas de dentes, líquidos para higiene bucal e qualquer alimento que possa ter sido confeccionado com este adoçante.


Uvas e passas

Já foram reportados casos de intoxicação renal em animais que ingeriram uma grande quantidade, não se sabe exactamente qual é a quantidade tóxica. A consequência pode ser uma lesão permanente dos rins.


Pimenta e especiarias

Também são de evitar, podem causar diarreia e indisposição nos gatos. E nada de alimentos confeccionados e picantes, como salchichas, enchidos ou chili.

O Louro e noz-moscada, podem ser tóxicos, mesmo para humanos, quando ingeridos em grandes quantidades. Nenhum deles costuma ser adorado pelos animais mas, em caso de ingestão, poderão causar sintomas nervosos como tremores, convulsões ou mesmo a morte.


Fígado

Os gatos gostam de fígado e este aparece na composição de muitas raçoes e patês mas quando tomado em grandes quantidades, os gatos podem contrair hipervitaminose A, que pode tornar-se um problema muito sério ou até mortal. As quantidades de fígado nas rações e patês são controladas, não sendo maléficas.


Carne, peixe crus

Ainda que os gatos gostem de carne crua, peixe ou ovos, estes são potencialmente perigosos quando ingeridos crus. A carne crua pode conter parasitas e bactérias perigosas. Ao preparar comida caseira para o seu gato, deve sempre cozinhar a carne, de modo a evitar que o animal se exponha à Toxoplasmose, a qual pode estar presente na carne crua.

Um gato alimentado unicamente com peixe pode mostrar deficiência de vitaminas B1 e E, enquanto uma dieta só com carne magra produz deficiências vitamínicas e de cálcio. Algumas espécies de peixes crus – especialmente a carpa e o arenque – contêm tiaminasa, que é uma enzima que destrói a vitamina B1, a qual é eliminada na cozedura.

O peixe enlatado como por exemplo o atum ou as sardinhas não é saudável, excepto em quantidades pequenas como no caso de uma guloseima ocasional. Estes enlatados conservados em óleo são ricos em polinsaturados, os quais são difíceis de serem metabolizados pelos gatos.


Ovos Crus

Os ovos crus, quando dados frequentemente, podem causar uma deficiência de uma vitamina essencial chamada “biotina”. Por precaução quando der ovo cru, ofereça apenas a gema de ovo, a clara não pois a vitamina B é prejudicial ao gato.

 

Outros alimentos que podem ser tóxicos:

Nozes

Sementes de maçã

Caroços de frutas, especialmente de pêssego, nectarinas, alperce, ameixas e cerejas

Alimentos com bolor (fruta, pão, leite azedo)

Sementes de mostarda

Folhas de Ruibarbo

Folhas e caules de Tomate


Ração para cão

Não se deve dar comida para cão ao gato. A comida para cães é nutricionalmente deficiente para os gatos. Os gatos necessitam de quase mais 5 vezes proteínas que os cães. Contudo, ao contrário dos cães, os gatos não armazenam proteína excessiva e precisam de a repor quase diariamente. Além disto, a comida para cães é deficiente num aminoácido muito importante para os gatos, chamado “taurina”. Uma dieta deficiente me taurina pode levar à cegueira, problemas de reprodução, cardiomiopatia a mesmo morte resultante de um ataque cardíaco. Os gatos também necessitam de tomar diariamente vitamina B em maior quantidade do que os cães.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cortar as unhas ao gato


Cortar as unhas do gato, não é algo necessário para o bem-estar do animal, ele trata e renova as suas unhas ao arranhar objetos: troncos de árvore na rua e em casa, se for ensinado, postes de corda, se não for o sofá ou tapete.

 


Embora alguns gatos, não afiem as unhas como deve ser, provocando um crescimento anormal da unha que "encaracola" para dentro acabando por se espetar na unha do gato, ferindo-o.

 


Para cortar as unhas dos gatos existem utensílios adequados à venda nas lojas dos animais ou então use um corta unhas. Quando cortámos as unhas dos gatos devemos ter cuidado em apenas cortar a parte branca, nunca alcançar a parte rosada da unha senão podemos ferir o gato. Se tiver dúvidas, antes de cortar, pela primeira vez, peça ao veterinário que lhe mostre quando o levar para tomar as primeiras vacinas.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O sono do gato



Todos os gatos dormem pelo menos 16 horas por dia, a cama ou o sítio de dormir é assim importantíssimo.

Os gatos ocupam o sofá, o tapete, a cadeira, a mesa perto da janela ao sol ou uma caixa de cartão.


Por norma, no inverno procuram os lugares almofadados e quentes e no verão os sítios frescos e lisos como o chão.


Claro que se não quer que o seu gato durma na sua cama ou no seu sofá terá que oferecer-lhe alternativas confortáveis. No entanto acho que deve deixar que seja ele a escolher a cama ou camas, já que ele escolherá várias de acordo com a sesta da manhã, tarde ou noite.


Normalmente as gatas têm uma área territorial menor e escolhem um ou dois sítios preferidos e não mudam. Já um gato, que tem uma área territorial maior, tem mais sítios de descanso, variando ocasionalmente.


Os gatos são mais activos durante a noite, embora isto varie de acordo com o ritmo de vida de seu dono. S passa o dia fora, o seu gato passa o dia a dormir quando chega a noite ele está cheio de energia. Os gatos que estão acompanhados durante o dia têm um ritmo mais equivalente ao humano, não dispensando a sesta da manha e da tarde.


Um gato dorme, em média, cerca de 16 horas por dia. Isto quer dizer que um gato de 7 anos só esteve realmente acordado durante dois anos de sua vida!


A cada hora, 220 milhões de gatinhos bocejam e 425 milhões fazem sonecas. Mas todo este tempo não é desperdiçado. Os gatos sonham como nós, nunca olhou para o seu gato e ele está de olhos meio abertos e a remexer ou com as patas a tremer, bem significa que estão a sonhar.


O gato dorme geralmente de lado, mas tem uma noção de conforto muito pessoal o que o leva a adoptar, muitas vezes, as posições mais estranhas, claro que a sua flexibilidade também ajuda, quantas vezes encontro os meus gatos esticados na cama, a parte dianteira virada para a direita e a traseira para a esquerda.

sábado, 23 de novembro de 2013

Afiar as unhas



Os gatos precisam de afiar as unhas, é uma necessidade inerente a todos os felinos. O gato arranha uma superfície porque lhe dá oportunidade de eliminar as unhas velhas, renovando as garras.

Também o faz para marcar território, colocando aí “marcas do seu cheiro” impercetível aos nossos narizes. Os felinos possuem glândulas odoríficas na parte inferior das patas. Quanto mais o gato usa essa superfície, mais é atraído a ela, pois possui o seu cheiro.

É por isso que ele prefere arranhar algo que esteja à vista, como o braço de um sofá, ao invés de o fazer pelos cantos.


As marcas são feitas sempre de cima para baixo. É possível encontrar as garras velhas presas nos locais onde o gato exercita o seu arranhar. O gato também arranha como forma de exercício, espreguiçando-se.

Por isso se o seu gato arranha o sofá e móveis, perceba que ele tem necessidade de o fazer, mas habitue a arranhar uma superfície que seja do seu gosto e do dele também. Um gato de apartamento não tem uma árvore para arranhar, precisa de uma alternativa, se não lhe dermos uma, ele escolherá um móvel, sofá ou carpete.


Se não quer a sua mobília estragada, arranje um poste (arranhador) de sisal ou os chamados "ginásios" e habitue o seu gato a arranhar lá. O arranhador deve ser colocado num sitio de passagem do seu gato e se tiver vários gatos deve ter vários arranhadores espalhados pela casa (pelo menos um por gato).

O processo de habituação ao poste começa a partir do momento que o gato chega a casa, atraia-o para o poste com um brinquedo para que ele sinta a corda nas unhas e insista até que ele se habitue, atenção que nunca deve obriga-lo, ou ele passa a odiar aquele objeto e nunca o usa para arranhar.

Se o seu gato tem o mau hábito de arranhar outros sítios desabitue-o, ralhe e faça-o sentir que aquele lugar não é bom, use fita-cola ao contrário, alumínio, plásticos, cascas de limão ou laranja ou perfumes fortes

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Dar o remédio ao gato



Na maioria das vezes, levar o seu gato ao veterinário é a parte mais fácil do tratamento. Quando chega a altura de lhe dar o remédio, as coisas tendem a ficar difíceis. Aqui vão alguns conselhos para administrar os remédios:

Antes de medicar um gato que não conhece ou que sabe que vai reagir mal, enrole-o num pano grosso, prendendo as quatro patas bem firmes e se possível use roupas de tecido grosso.

 


Líquidos:

Também para gotas ou sólidos que precisam de ser diluídos.

Coloque o medicamento numa seringa sem agulha e com o animal em pé ou sentado, erga o queixo dele e mantenha a boca fechada. Puxe o lábio superior do animal um pouco para cima, enfie o bico da seringa no espaço existente atrás do canino e dê-lhe o remédio. Lembre-se de fazer isso com a boca dele fechada e o queixo erguido.

Nunca ponha o medicamento no fundo da boca ou diretamente na garganta. Se o remédio tiver um gosto saboroso tente oferecer diretamente numa tigela.

 

Comprimidos, pastilhas, drageias e pílulas: existem vários métodos, do mais fácil ao mais difícil.

1- Simplesmente ofereça-lhe o comprimido, alguns gatos comem o remédio sem que seja preciso força-lo a isso

2- Abra a boca do gato e coloque o medicamento o mais fundo possível na garganta. Observe o animal por alguns instantes para ver se ele realmente engole o remédio, abra-lhe a boca para ver se ainda vê o comprimido, se o largar e ainda estiver na boca ele vai deita-lo fora. Não lhe dê água ou qualquer líquido.

3- Faça bolinhas com um alimento que o seu gato adora (patê, carne picada, miolo de pão, bolos) e recheie com o remédio. Ofereça-lhe mas se apenas comerem e não deitarem fora o comprimido.

 
 
 


Cápsulas:

O pó contido dentro das cápsulas normalmente não deve ser retirado de dentro do invólucro de gelatina, pois geralmente o medicamento é fabricado dessa maneira para ser absorvido em determinado ponto do sistema digestivo. Por isso não deve ser dissolvido em líquido. Tente os métodos indicados para comprimidos.

 


Pós:

Geralmente são para ser espalhados sobre a comida. Se o seu gato se recusa a comer assim, pode diluir em água e dar como líquido, ou misturar com pequenas porções de alguma comida extremamente saborosa (como ração em lata, carne).

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Pêlos de gato na roupa


A sua roupa está cheia de pêlos de gato?

Para os retirar facilmente, utilize uma escova de cabelo enfiada nuns collants velhos .

A eletricidade estática produzida pela fricção do nylon atrai os pêlos para as malhas dos collants.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Gatos salvam a vida de dona grávida em fim de tempo


Não é muito normal serem atribuídos aos gatos gestos que levem a que os seus donos se salvem, são mais conhecidos os casos de cães que o fazem.

Neste caso, foram mesmo dois pequenos felinos sem raça definida que salvaram a sua dona de falecer a dormir, envenenada por gás proveniente da sua cozinha.
A dona dos pequenos gatos, grávida já em final de tempo, foi colocar a tradicional chaleira inglesa ao lume com água para o chá. Pouco tempo, depois terá adormecido, e a água a ferver criou uma rotura na chaleira que verteu o liquido do interior sobre a chama, que se extinguiu, continuando no entanto a sair gás livremente, inundando a casa, colocando em perigo de morte a senhora e a criança que transportava no ventre.

Os gatos ter-se-ão, de alguma forma, apercebido do perigo e começaram a lamber-lhe a cara e a miar próximo de si, até que a dona acordou. Ao aperceber-se do risco que corria, abandonou a habitação com os seus dois salvadores felinos e deu o alerta para os bombeiros.

Levada ao hospital, a senhora teve alta algum tempo depois. Os médicos explicaram-lhe então o risco que correu e quão perto esteve o seu descuido de ser fatal, para si, para a sua filha e para os gatos que a salvaram, e da sorte que terá tido, perante o risco, em os gatos a terem acordado de forma tão diligente.

A história só agora foi conhecida, mas foi em Novembro de 2012 que o acidente aconteceu. Entretanto, a menina nasceu saudável e os gatos, depois de serem socorridos por um veterinário, também recuperaram em pouco tempo. Agora, vivem todos felizes na sua casa, e os gatos, os verdadeiros heróis desta história, são mais mimados que nunca.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Cadela e gato irmãos de sangue


Quem diria que dois animais, de espécies diferentes e que nem sempre se dão bem, podem tornar-se irmãos de sangue?

Pois foi isso que aconteceu, em resultado de um infortúnio que teve um final pouco comum. O gato Rory terá sido envenenado com veneno para ratos, não se sabe muito bem como, à porta da habitação dos donos e só a proximidade e disponibilidade dos vizinhos, que ofereceram a sua cadela Masi para ser dadora de sangue, permitiu salvar a vida do felino.

Quando os donos de Rory se aperceberam de que algo de muito errado se passava com o seu gato, correram com ele para um veterinário próximo. Ao chegar à clínica, na cidade neozelandesa de Tauranga, na Baia de Plenty, onde todos residem, o gato tinha piorado muito e necessitava de uma transfusão de sangue urgente, sangue esse que não existia na clínica.



Ciente das dificuldades e dos perigos que corria por tentar fazer uma transfusão de sangue entre duas espécies de animais diferentes, sem qualquer tipo de controlo do sangue, e tendo por perto a cadela labrador dos vizinhos, a veterinária que atendeu Rory arriscou solicitar que os donos de Masi permitissem tirar uma pequena quantidade de sangue à sua cadela, para tentar salvar a vida do gato. Para sorte de todos, a transfusão foi bem sucedida, e agora Rory encontra-se em fase de recuperação de um incidente que poderia ter-lhe causado a morte, o que a capacidade de decisão de uma veterinária impediu que acontecesse.

Como sempre, quando acabam bem estas histórias deixam todos felizes e os donos dos prováveis inimigos estão mais felizes do que nunca. Já o gato e a cadela não devem perceber o porquê de tanta gente a visitá-los e de estarem todos tantas vezes juntos para tirar fotografias, mas o facto de se terem tornado irmãos de sangue parece tê-los unido para sempre. Pelo menos, nunca implicam um com o outro, e pousam com a maior tranquilidade para fotógrafos e amigos que não querem deixar de registar estes momentos felizes.

Agora que tudo passou, todos confessam - veterinária, donos da cadela e do gato - que não acreditavam no sucesso deste caso mas, perante os resultados, todas as dúvidas deixaram lugar a uma única certeza: resultou.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Lidar com gatos


 
Há tanto tempo que lido com gatos, já é uma coisa tão inata em mim observar, interpretar o corpo e a expressão deles e consequentemente saber como lidar com eles que ás vezes acho erradamente que todos sabem lidar com eles.

Não saber lidar com gatos é algo bastante comum em pessoas que lidam mais com cães e não com gatos.

Sem querer ofender ninguém acho que há pessoas-cão e pessoas-gato e conforme o seu tipo assim lidam com o cão e o gato. Eu sou uma pessoa-gato e quer com cães ou gatos, lido da mesma maneira. Não sou muito bem-sucedida com cães, não me sei impor, assusto-me com o ladrar deles e também com as brincadeiras mais animadas.

As brincadeiras típicas dos cães, festas de uma forma mais entusiasmada com um misto de provocação que eles adoram, não são próprias para gatos e a reação deles, leva as pessoas a acha-los imprevisíveis, independentes e não domesticáveis.

Lembro-me de uma gata que conheci e que estava numa associação, um amor de gata linda, super meiga e ronronadeira. Durante uma visita de algumas pessoas que queriam adoptar um gato, vi esta mesma gata mudar o seu comportamento como eu nunca tinha visto.

Uma rapariga aproximou-se dela e começou a brincar com ela e a fazer-lhe festas daquela forma que os cães gostam, a princípio ela estava gostar, mas começou a ficar assustada com tanta agitação e provocação até que bufou e fugiu, a pessoa achou que ela não era meiga e que como todos os gatos era “imprevisível”.


No entanto, o problema não era a gata mas sim a forma como a pessoa lidou com ela, é preciso compreender a forma de ser de um gato. A forma como lidamos com um gato é essencial para que ele se torne naquele gato que adoramos, meigo, ronronadeiro e coleiro, um verdadeiro chato :)

O gato é um animal stressado por natureza, muito apreciador de rotinas e sossego. Ele precisa de calma, precisa de confiar em nós, não gosta de mudanças, de movimentos bruscos, gritos, nem que o olhemos nos olhos. O mais meigo dos gatos pode tornar-se agressivo e desconfiado, se não soubermos lidar com ele, e nem estou a falar de maus tratos, as vezes aquilo que achamos brincadeiras inocentes podem transformar o gato numa verdadeira peste.

Alguns gatinhos órfãos que criei, saíram da minha casa muito meigos, muito brincalhões mas nunca atacando as nossas mãos porque para eles as minhas mãos eram uma fonte maravilhosa de festas e eles viam-me como a sua alimentadora, tratadora e massagista, não como um mano, brinquedo ou presa. Depois de uns tempos com uns donos-cão, o mesmo gatinho tornou-se um “cãozinho” malandro que morde e arranha com as suas garrazinhas, claro que ele é feliz assim, mas depois ele cresce e os donos queixam-se, ele acha piada a caçar quando os donos vão a passar no corredor e fincar os seus afiados dentes na perna, se calhar um dia uma arranhadela acerta no olho, os donos começam a repreende-lo agressivamente coisa que ele não compreende, afinal até agora era tão giro brincarmos assim e o gato acaba no meio da rua ou devolvido.

Cada gato é um gato, e há claro aqueles que nunca serão dados ou domesticáveis, nasceram e viveram na rua, sempre lidaram com humanos que os enxotaram e apenas serão felizes em liberdade, junto dos seus e o mais longe de humanos possível, só se aproximando para obter comida quando não há outra forma de alimentação.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Gatos do Museu Hermitage imortalizados



O Museu Hermitage, em São Petersburgo, para além das obras de arte magníficas que possui e que são uma referência a nível mundial, tem uma outra famosa característica. Trata-se dos múltiplos gatos que protegem as peças do seu acervo - um dos maiores do mundo, com cerca de três milhões de peças - dos ratos que povoam o Palácio de Inverno onde se situa o museu.

Parte dos ratos provém de entradas que dão para o Rio Neva, que fica defronte do palácio e que dificulta o controlo dos roedores que para além do mais se multiplicam facilmente, como se sabe. A Imperatriz - ou Czarina, como se preferir - Isabel II, de seu nome completo Elizaveta Petrovna Romanova, teve a ideia no século XVIII, mais concretamente por volta de 1745, a decretar a recolha de gatos grandes e saudáveis para serem colocados no palácio e espantar assim esses ratos que poderiam pôr em risco as peças únicas e valiosas que ali se encontram.

Os gatos do palácio, cerca de 70 para 2000 funcionários humanos, já foram tema de muitas notícias de televisão, jornais, revistas e tudo o mais que é órgão de informação a nível mundial. Também já foram tema de livros, modelos para fotografias e para pinturas de muitos artistas, e até lhes é dedicado um dia - o dia 27 de Março. Agora, foi o próprio museu que decidiu imortalizá-los, tendo convidado o artista Eldar Zakirov para retratar seis deles, trajados de empregados da corte imperial russa, exactamente como se usavam à época. O conjunto de trabalhos, a que foi dado o nome de Hermitage Cats, foi publicado na revista «Hermitage Magazine».



Os seis gatos foram seleccionados de entre os 70 do palácio pela responsável pelos felinos, Maria Haltunen, para serem os modelos dos retratos, e os fatos a serem retratados foram seleccionados pelo responsável da secção do traje tradicional russo. O artista manteve nos seus trabalhos a identidade felina dos gatos, tentando que as imagens fossem o mais precisas possível, para que possam ser identificados pelos visitantes quando ali se deslocam. Os fatos com que são apresentados representam também profissões que eram desempenhadas pelos funcionários que originalmente ali trabalhavam, como o aprendiz de confeiteiro, ou o mensageiro da corte, entre outros.

O sucesso das imagens já está garantido e já se fala em fazer para breve uma outra série delas, com outros dos gatos que ali «trabalham».

Muitos séculos depois, os gatos continuam tranquilamente a desempenhar a sua honrosa função, alheios muitas vezes ao que se passa entre os visitantes, mas certamente que conhecem melhor os recantos e as histórias do Palácio de Inverno melhor que ninguém.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quedas



Muito se tem falado nos últimos dias de um gato de nome Sugar, que sobreviveu praticamente ileso depois de uma queda de um 19º andar, em Boston.

Mas não se pense que é caso único, ou sequer um recorde, já que num outro caso ocorrido também nos Estados Unidos um gato sobreviveu a uma queda de um 32º andar e, apesar de ter sofrido algumas lesões que o levaram a um internamento num hospital veterinário, acabou por ter alta apenas dois dias após o incidente.

Estes casos levaram já a que em 1987 fosse feito um estudo sobre queda de gatos de grande altitude, tendo ficado demonstrado que na sua grande maioria estes animais não só sobrevivem, como saem da situação praticamente ilesos. Dos 132 casos observados nessa altura, mais de 90 animais sobreviveram, e menos de 40% desses necessitou de tratamento veterinário.

Apesar de ainda decorrerem estudos em alguns locais sobre a capacidade de sobrevivência dos gatos nestas circunstâncias, o segredo parece residir na estrutura física dos gatos. Uma das conclusões já tiradas é que o corpo dos gatos diminui grandemente a velocidade da queda, funcionando quase como um paraquedas e tendo os animais tempo de se prepararem para o embate. As patas e o restante corpo dos gatos funcionam como amortecedores aquando do choque com o solo, limitando as possíveis lesões corporais dos animais que sofrem este tipo de acidentes.

Os reflexos dos felinos, em geral, e dos gatos, em particular, para se virarem e se prepararem para o embate no chão parece assim ser o segredo para que casos destes continuem a surpreender-nos e a ser notícia pela positiva.

sábado, 2 de novembro de 2013

Gato fotografo


Por onde andará o Cooper? Esta era a pergunta que os donos de um gato, em Seattle, nos Estados Unidos, queriam ver respondida. Só não sabiam que a resposta seria tão interessante.

Decidiram então adquirir uma pequena câmara fotográfica, que foi colocada no pescoço do gato e que dispara automaticamente a cada dois minutos e, logo no primeiro dia, nem queriam acreditar. No cartão de memória da máquina estava a história de um dia inteiro da vida do seu bichano. Os esconderijos, as brincadeiras, as lutas com os gatos que invadem o seu quintal, os vizinhos, muitos momentos de tranquilidade, e ainda a sua expectativa diária, na espera pelo retorno dos donos a casa, no fim de mais um dia de trabalho.

Perceber o que se passa com o seu gato já levou a pequenas alterações na vida de Cooper. Os donos perceberam que este passava muitas horas a observar a porta de casa e a tentar entrar na habitação. Para lhe facilitar a vida, adquiriram um gateira que abre apenas quando Cooper quer entrar ou sair, e o bichano ganhou liberdade.

Cooper, por seu lado, era um gato desocupado, como a grande maioria dos gatos que vivem na casa dos seus donos. Mas agora tudo mudou, já que se transformou num gato fotógrafo e não se pense que o «trabalho» fica apenas na memória do computador dos donos. Muitas das fotos, dada a sua perspectiva diferente da nossa, tornaram-se verdadeiras obras de arte. Já foram feitas várias exposições fotográficas com as imagens que o gato capta no seu dia-a-dia e muitas foram vendidas por valores acima dos 300 dólares - nada mau, para um gato-fotógrafo! Mas não fica por aqui a visibilidade de Cooper. Um blog onde as suas fotografias são publicadas, bem como 12.000 «amigos» no Facebook, são o pecúlio de fama que o gato ganhou.

Já os donos, Michael e Deirdre Cross, depois da bem sucedida experiência com o gato, pensam fazer algo semelhante com o seu filho. Para perceber melhor o que observa a criança, como vê o mundo, e quais os seus interesses.