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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gatos salvam a vida a bebé

História verídica passada na época de Natal de 2008 na Argentina




Podia ser mais uma bela história de Natal, mas não é! Aconteceu mesmo e faz-nos acreditar que esta quadra ainda pode ter magia.

Nesta altura do ano é Verão no hemisfério Sul e talvez por isso possamos estar a contar a história de um milagre e não de uma tragédia, que poderia ocorrer noutros locais.

Tudo começa com um sem-abrigo e o seu filho mais novo, de pouco mais de um ano. Sem que ainda se saiba exatamente como, o pai perdeu a criança na cidade argentina de Posadas, no distrito de Misiones. Informou de imediato as autoridades mas, apesar de ter sido intensamente procurada, a criança não foi encontrada de imediato após o seu desaparecimento. Dias depois, uma oficial da polícia que se dirigia para a paragem de autocarro no bairro do Cristo Rey, onde iria apanhar o transporte para a esquadra, estranhou estar um grupo de gatos a dormir em redor de qualquer coisa que lhe parecia um boneco. Para seu espanto, quando se aproximou e alguns gatos se afastaram, descobriu que não era um brinquedo, mas sim uma pequena criança que dormia tranquilamente no meio de oito gatos, apesar de estar suja de lama e ter feito todas as necessidades nas calças durante alguns dias.

Chamadas de imediato equipas de socorro policiais, estas constataram que a criança estava aparentemente bem, não obstante as baixas temperaturas que se fazem sentir à noite. O seu estado foi posteriormente confirmado no hospital da cidade e, para espanto de todos, não estava sequer mal nutrida, o que leva a crer que os gatos tenham mesmo levado algum tipo de comida ao bebé, muito provavelmente restos de alimentos que encontraram no lixo, dos quais a criança se terá alimentado durante o tempo em que andou perdida.

Os polícias da esquadra onde trabalha a oficial ajudante Lorena Lindgvist, que descobriu a criança, tiveram ainda tempo para dar banho e vestir o menino com roupa nova, antes da chegada da família. A criança foi entretanto entregue aos cuidados ao pai, que apareceu pouco tempo depois na esquadra local.

O menino continua agora à espera de outro milagre, já que também vive na rua com o pai e mais quatros irmãos, com o pouco dinheiro que o progenitor consegue amealhar com a recolha de cartão nas ruas da cidade.

Quanto aos verdadeiros heróis desta história, os gatos, nada se sabe, apenas que continuam na rua!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Passageiro frequente

 



 Provavelmente, o felino mais viajado do mundo é um gato chamado HAMLET. Fugiu do seu cesto de viagem durante um voo que partiu de Toronto, Canadá, em 2009 e foi dado como perdido. Encontraram-no atrás de um painel, no avião, sete semanas mais tarde. Por essa altura já tinha viajado meio milhão de quilómetros.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Testes de FIV e FELV

FAZER OU NÃO FAZER?






Os testes de deteção do FIV e do FeLV são um verdadeiro quebra-cabeças, mas não só. Eles podem injustamente condenar os gatos errantes à impossibilidade de adoção, ao isolamento ou mesmo à morte, no caso de associações ou refúgios que testam e eutanasiam os gatos cujos resultados se revelam "positivos".
Têm igualmente condenado inúmeros gatos cujos proprietários estão mal informados, por falta de conhecimentos ou por irresponsabilidade dos veterinários.
 
 

 
Na realidade, tira-se uma "fotografia" do estatuto serológico de um gato no momento X, sem poder afirmar 1. Que o resultado é correto:

  • Falha técnica possível
  • Teste realizado demasiado cedo (em período de incubação)
  • Teste realizado demasiado tarde (após falência do sistema imunitário, no caso do FIV)
  • Interpretação errónea (produção de anticorpos semelhantes aos provocados pela infeção pelo FIV).
2. Que o resultado é perene

  • 40% de FeLV "negativizam-se" (ditos "regressores")
  • 30% de FeLV passam a ser portadores latentes (não contaminantes durante o período de latência – que pode durar toda a vida -, estando o vírus alojado na medula e apenas na medula, mas também negativos aos testes apesar de o vírus poder reactivar-se).
  • Casos de FIV que se negativizam (teste ELISA sobre suporte sólido feito no veterinário?)
Parece pois legítimo colocar a questão da pertinência dos testes, sobretudo no caso de associações ou refúgios que eutanasiam os positivos, na medida em que tal equivale a decidir da vida ou da morte de um animal com base no acaso, na sorte e nos escassos conhecimentos nesta matéria, o que parece não incomodar muitos veterinários ou mesmo grupos que se dedicam à proteção do gato errante.
Por outro lado, é necessário dissociar o FIV do FeLV, na medida em que o seu impacto sobre o prognóstico é muito diferente. O gato FIV+ pode viver uma vida inteira sem declarar a doença, tal como um humano seropositivo não é forçosamente sidático. No caso do FeLV, a situação é mais complexa, dado que o vírus se declara mais cedo.
Acresce que, em meio natural urbano (concentração de numerosos gatos num território reduzido, com fortes interações), não se regista um aumento do vírus, pelo contrário, verifica-se uma prevalência estável.
Seria interessante que uma equipa de investigadores efetuasse o acompanhamento destas comunidades, pelo menos no que diz respeito ao FeLV. As observações feitas em meio natural são falseadas pelo facto de a esperança de vida média de um gato errante, independentemente do seu estatuto serológico, ser inferior ou igual à esperança de vida de um gato FeLV. Sendo assim, não se sabe se a prevalência (não confundir com incidência) do vírus se manteria estável se os gatos negativos tivessem uma esperança de vida "normal".
[Precisão: prevalência= número de gatos infetados no instante X (= foto); incidência= número de novos casos registados num determinado período (=valor dinâmico)].
São inúmeros os casos de gatos testados FIV+ pelo teste ELISA e negativos pela PCR (Reaçäo em Cadeia da Polimerase) feita em laboratório.
A única explicação encontrada é que o método ELISA deteta no gato os anticorpos dirigidos contra outro agente que não o FIV. Só a PCR é fiável, na medida em que deteta o genoma viral.
O teste ELISA não é forçosamente o "teste rápido no veterinário". Há duas formas: a forma sobre suporte sólido (realizada em poucos minutos no veterinário) e a forma sobre suporte líquido (realizada em laboratório). Não é pois pelo facto de o teste ser feito em laboratório que é forçosamente realizada uma PCR.
Sabendo-se que a maioria dos veterinários realizam o teste ELISA no consultório, mais cómodo para eles e mais barato para as associações, ou que enviam para o laboratório sem necessariamente pedir uma PCR, a questão coloca-se de forma ainda mais pertinente.
Não esqueçamos igualmente que os testes realizados em gatos com idade inferior a 6 meses ou mesmo 8 meses dão resultados que não permitem de modo algum etiquetar um animal e muito menos condená-lo.
Efetivamente, no caso do FIV, os conhecimentos científicos atuais não permitem detetar o vírus através de análise sanguínea. O teste é feito sobre os anticorpos e não sobre o próprio retrovirus responsável. Sendo assim, nos gatinhos cuja mãe é FIV+, o teste dará resultado positivo até que os filhos "expulsem" os anticorpos transmitidos pela mãe e criem as suas próprios defesas. O FIV não se transmite de mãe para filho, o que coloca a questão ainda mais pertinente do estigma sobre ninhadas ditas "FIV+", com consequente eutanásia ou isolamento, com base em NADA, cientificamente falando.
No caso do FeLV, os testes feitos por PCR são fiáveis, mas resta a questão dos 40% comprovados de posterior negativização.
Como decidir da vida ou da morte com base em tanta incerteza?
 

domingo, 28 de julho de 2013

Sugestão de livro - "DEWEY"

 




Em quantas vidas pode um animal tocar? Como é possível que um gato abandonado transforme uma pequena biblioteca, salve uma cidade e se torne famoso em todo o mundo?
A história de Dewey começa da pior forma possível. Com apenas algumas semanas, na noite mais fria do ano, foi enfiado pela caixa de devolução de livros da Biblioteca Pública de Spencer, no Iowa. Encontrado na manhã seguinte pela diretora, Vicki Myron, Dewey conquistou o coração de todos os funcionários da biblioteca ao sobreviver e distribuir por todos gestos de agradecimento e amor.
Nos 19 anos que se seguiram, nunca deixou de encantar as pessoas de Spencer com o seu entusiasmo, a sua vivacidade e, acima de tudo, o seu sexto sentido: percebia sempre quem necessitava mais dele.
À medida que a sua fama crescia de cidade em cidade, de Estado em Estado e, surpreendentemente, por todo o mundo, Dewey tornou-se, mais do que um amigo, um motivo de orgulho de uma extraordinária cidade rural no coração da América, que lentamente se ergueu da maior crise da sua história.

DEWEY – O Gato que Comoveu o Mundo
Autor: Vicki Myron, com Bret Witter
Ficha Técnica
Editora: Caderno
Colecção: Cadernos do Quotidiano
Tradução: Elsa T. S. Vieira
Formato:15,5×23,5
Páginas: 280

sábado, 27 de julho de 2013

Grupo sanguíneo dos gatos

 



 

Os gatos podem ter sangue do tipo A, B e AB (raro).

A maior parte dos gatos domésticos de pêlo curto possuem sangue tipo A, mas isso pode variar de acordo com o país. Os gatos de raça pura costumam ter sangue tipo B.

Não existe doador universal, uma pequena quantidade do tipo errado de sangue pode matar, se ele for sensibilizado ao sangue.

British Shorthair, Cornish Rex e Devon Rex cats, têm uma incidência do tipo sanguíneo B muito alta, acima de 50%. Outras raças em que ocorre o sangue B são: Abssínio, Himalaio, Japanese Bobtail, Persa, Sphinx . ( Urs Giger, University of Pennsylvania, Kirk's XI).

Se uma gata com grupo sanguíneo B, der à luz a um filhote com grupo sanguíneo A ou AB, o filhote poderá sofrer severas reações. Os gatos com sangue B têm fortes reações imunológicas ao sangue do tipo A e AB. Esses anticorpos são passados através do leite da mãe gata.

Essa reação imunológica é chamada Eritrólise, porque ocorre destruição das hemácias do filhote, por anticorpos contra eles, passados pela mãe através do leite.

O sangue A é dominante sobre o B e AB.
 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O gato - manual para principiantes

Para iniciar uma relação com o seu gato, deve começar por acaricia-lo, dar-lhe muita atenção e muito mimo, para que  se sinta bem em casa e tenha uma relação de amizade para consigo.
Se atribuir rapidamente um nome ao gato, e chama-lo bastantes vezes por esse nome, é muito provável que ele se reconheça quando o ouvir chamar. Os nomes preferidos dos gatos têm que ter duas silabas contendo as vogais "a", "i" e "o"
 


            No entanto, nunca tente educar um gato como se educa um cão. É escusado. Os gatos associam os seus atos à experiência adquirida, ou seja, se associarem um acontecimento positivo a um ato, vão repeti-lo. Mas se o acontecimento for negativo, o gato vai evita-lo.

Deste modo, para ensinar o seu gato, nunca o castigue "depois". Ou é na precisa altura da asneira, ou o gato não compreende porque esta a castiga-lo. Uma coisa muito importante é nunca bater com jornal. Algumas pessoas recomendam, mas nunca deve ser feito, porque o gato não se deve aperceber que foi sancionado por si... deve associar o seu ato a um acontecimento negativo. Por exemplo, se o gato esta a arranhar o sofá, atire chaves ou abane uma corrente de ferro (sem nunca o atingir), ou então bata palmas com força, que o gato assusta-se e vai desabituar-se de fazer aquilo. Também pode borrifa-lo com água, uma vez que os gatos são hidrofóbicos (com exceções, se o seu gato gosta de tomar banho, este castigo não funcionará).
 
 

Se o gato vir que é você que o castiga, vai afastar-se de si, mas não vai reconhecer mal nenhum em arranhar o sofá...
 
Brincar
 
Os gatos adoram brincar com objetos móveis. Bolas de ping-pong, rolhas, bolas de papel e novelos são os brinquedos preferidos. Nas lojas também existem ratos de peluche que se movem sozinhos, patinhos de borracha, entre outros. Brincar com o gato é muito importante para ele se exercitar, e também para se habituar a si.
 
Higiene
 
O gato é um animal extremamente limpo.
Se o seu gato está a fazer as necessidades fora da caixa, algum problema existe. Pode ter comprado a areia errada, pode o gato estar doente, pode estar perturbado pela chegada de um outro animal, pode estar perturbado com a saída ou entrada de uma pessoa na família, etc. Deve consultar o veterinário para despistar problemas de saúde.
Pode levar o gato imediatamente após ter feito fora do sitio, à caixa própria para lhe mostrar que é ali que tem que fazer. Também pode acontecer que o gato se tenha assustado e por isso tenha feito fora do sitio, por isso, se não se repetir, não deve ficar chateado com o gato.
 
 
 
Gatos agressivos
 
Um gato pode-se tornar agressivo se sentir ciúmes, ou se compreender uma atitude sua como agressiva para ele. Se o gato não quiser mais carinho e não conseguir sair do seu colo, vai tentar fugir de qualquer maneira.
Também se o gato tem um aborrecimento diário e uma falta de movimento, vai acumulando energia que a qualquer momento vai "explodir". Quando isto acontece, pode ocorrer que dois gatos que estejam a brincar passem a uma briga longa, tudo porque o ambiente em casa é monótono e eles tem que gastar essa energia acumulada!
 
Medo das pessoas
 
Más experiências passadas, como os maus tratos, levam a que o gato nunca se sinta bem na presença de seres humanos. Por vezes ganham mesmo traumas, e nunca serão gatos que gostem de ser acariciados, pegados ao colo, nem nada que envolva contacto direto com as pessoas.
Assim que sentem passos, fogem e escondem-se.

Também há os gatos que não tem trauma nenhum, mas são muito tímidos. Neste caso, vai procurar esconderijos. Não deve obrigar o gato a sair do esconderijo, se alguém tem que tomar a iniciativa de uma aproximação, tem que ser o gato, pois caso contrário será sem sucesso! Deixe o gato ver que não há perigo e que você é uma pessoa agradável e silenciosa.
 
 
 

Cuidados


O gato é um animal que gosta de conviver junto das pessoas, numa casa aconchegadora e quentinha. O ideal seria também deixar o gato vir cá fora, especialmente se houver jardim e pouco trânsito, no entanto, com tantos perigos que existem no exterior, a maioria dos donos prefere mantê-los dentro de casa, onde estão em segurança.
Antes de arranjar um gato, verifique se a sua casa tem espaço para mais um animal. É um animal que precisa de um pouco de espaço para se mexer. Nunca deverá ter um gato fechado num quarto, ou numa casa que só tenha realmente um quarto. Não deve proibir o gato de entrar na sala e nos quartos, de se deitar e aconchegar nos sofás ou nas camas. O gato gosta de estar onde os donos estão, e sentir-se quente e confortável.

O gato recém-chegado à sua casa ainda não sabe que a mobília não serve para aguçar as unhas. Não desista do seu gato só porque ele lhe estragou algumas peças de decoração.
A primeira coisa a fazer é arranjar o WC do gato: um caixa com areia própria, que pode ser adquirida em supermercados e lojas de animais. Depois, um cestinho para dormir a cesta, embora o gato irá preferir o sofá. Precisa de uma tigela para a comida e outra para a água, num canto onde possa comer em paz.
Para afiar as unhas, um tronco ou outros acessório para afiar, também encontrado em supermercados ou lojas de animais, deve estar sempre à disposição do gato. É aconselhável ter em casa um pouco de erva; os gatos precisam de engolir erva para fazer sair as bolas de pêlo que engolem ao lavarem-se. Um pequeno vaso ou tigela de relva comum serve perfeitamente.
 
 
 
Vacinação e Desparasitação
Todos os gatos deveriam ser vacinados e desparasitados. A vacinação previne várias doenças contagiosas e muitas vezes mortais de afetarem o seu gato, tais como a panleucopénia, a gripe e a raiva. A desparasitação limpa os intestinos do gato dos vermes parasitas, tais como a bicha-solitária e as ascárides. A desparasitação deve começar na 12ª semana de vida.
 
Evitar Acidentes
 
O gato é um animal curioso, e quer vasculhar todos os cantos da casa. Deste modo, uma janela meia aberta é suficiente para ele ficar entalado, e uma placa de fogão pode queimar o bichinho curioso.
Para evitar acidentes em casa, arrume todos os objetos como agulhas, tachas, fios, substâncias venenosas, remédios e produtos de limpeza. Certifique-se de que os vasos com plantas e flores estão seguros, para não caírem em cima do gato. Os gatos adultos experientes já devem saber que fontes de calor como o fogão queimam, mas os pequeninos podem saltar diretamente para cima dele! Tome atenção e nunca deixe o tigrezinho sozinho enquanto cozinha.
Antes de fechar o frigorífico ou a máquina de lavar roupa verifique se o gato não entrou... se permanecer lá dentro, morre de certeza! Ratoeiras e veneno para os ratos não devem ser colocados ao alcance dos gatos.
 
 
 
Pegar no Gato
 
Por favor, nunca levante o gato pela nuca, como as mamãs gatas fazem ás suas crias. Levantar o gato pela nuca pode causar graves ferimentos internos e permanentes. Para pegar no gato, coloque as mãos por baixo da barriga, uma entre as pernas da frente e outra à volta das pernas traseiras, porque é o método mais indicado, e ainda se assegura de que ele não consegue fugir!
 
Adaptação
 
Quando o gato chegar à sua casa, abra-lhe todas as portas e deixe-o investigar a casa livremente. O gato vai procurar a caixa das necessidades e o prato da comida, e depois vai cheirar tudo. Não o force a ir numa determinada direção, deixe-o ir para onde quiser e levar o tempo necessário para se adaptar.
Não tente fechar o quarto ou a divisão da casa onde você passa mais tempo. O gato quer locais onde esteja perto de si. Fechar a porta do quarto de dormir não vai convencer o gato a não entrar, ele quer estar ao seu lado.

Deve-se acariciar, dar muita atenção e mimo ao gato, para que ele estabeleça uma relação de amizade consigo e se sinta bem na sua casa e na sua companhia.
 
 
 
Passear o Gato
 
O gato é por norma um animal que é dono do seu próprio nariz e não segue ninguém para lado nenhum. Portanto, a ideia de o levar a passear com coleira e trela parece impossível. No entanto é possível, uns mais facilmente que outros, e exige treino e esforço.
Há determinadas raças, como os siameses, que gostam de andar de coleira, mas outros não.
Os gatos domésticos determinam a velocidade do passeio, você só pode determinar a direção. O gato é atraído por varias coisas, como perseguir insetos, saltar muros e deitar-se na relva. Escolha sempre as horas da tarde ou da madrugada, o gato gosta da escuridão e o barulho trânsito pode ser demasiado para o tigrinho.

Só se deve optar por passear o gato com coleira e trela se não houver mais nenhuma hipótese (pode deixar o gato em casa, que não vai sentir a falta de ir à rua como os cães).
 
Limpeza do Pêlo
 
Os gatos adoram limparem-se a eles próprios, com a sua língua áspera e húmida. Lavam com a língua a maior parte do corpo e com a patinha as partes onde não chegam (o focinho por exemplo). Quando vivem dois ou mais gatos, podem desenvolver uma amizade profunda e lambem-se uns aos outros - um verdadeiro espetáculo de carinho.
No entanto, apenas os gatos de pêlo curto conseguem limpar o próprio pêlo. Os donos dos gatos de pêlo comprido devem dar uma ajudinha, escovando o pêlo com uma escova ou um pente. Os gatos demasiado gordos, doentes ou com parasitas devem também poder contar com o auxílio dos donos.
Ou escovar poucos minutos diariamente ou escovar uma vez por semana é o suficiente. Quando um gato tem o pêlo pouco saudável e sem brilho, deve-se fazer um tratamento ao pêlo e depois escovar. Não se trata só de beleza exterior, porque os gatos não se sentem bem se não tiverem um bom pêlo.
 
 
 
Banho
 
À exceção do gato Van da Turquia, quase todos os gatos evitam a água. Para além disso, os gatos são animais muito limpos e não precisam de banhos completos.
Ao tentar pôr o gato na banheira para lhe dar um duche, o gato vai reagir muito mal. Para ser um banho eficaz, encha uma bacia com 10 cm de água a uma temperatura entre os 30 e os 35 graus, e meta o gato lá dentro. Existem champôs próprios para dar banhos aos gatos, que são muito bons para a pele e para o pêlo. Tome atenção para que os olhos e as orelhas dos gatos fiquem sempre secas, e quando acabar o banho enrole o animal numa toalha fofa e quentinha.
 
Unhas
 
É disparatado cortar as unhas ao seu gato, se não tiver prática nisso. Logo atrás das unhas encontram-se nervos e vasos sanguíneos que ficam danificados.
Para além disso, as unhas são as ferramentas mais importantes para se apoiar, trepar, saltar e se defender. Se pretende mesmo cortar as unhas ao gato, consulte o veterinário para que este lhe possa mostrar como se deve fazer. As unhas traseiras não devem ser cortadas.
O gato trata do comprimento e da afiação das suas unhas, se tiver um tronco ou algum material onde as possa afiar.
 
Orelhas
 
Se as orelhas estão realmente muito sujas, limpe-as com um lenço de papel. Se você vê pedacinhos acastanhados idênticos a migalhas, e o gato coça constantemente, deve levá-lo ao veterinário porque se trata de ácaros.
 
 
 
Olhos
 
Os gatos tem muita tendência a ter os olhos lacrimejantes, o que provoca descargas secas e crostas no canto dos olhos. Deve limpar os olhos do gato porque este não chega corretamente a esse local com as patas.
Um paninho que pode ser humedecido com soro fisiológico ou pode ser mesmo seco, é o suficiente para tirar estas remelas aos gatos.
Se os olhos aparecem vermelhos ou com pus, pode tratar-se de uma inflamação séria, e deve consultar o veterinário.
 
Dentes
 
Entre os dois e os três meses de idade crescem os dentes de leite. Três meses depois mudam para a dentição definitiva, de trinta dentes, que na maioria dos gatos se mantém saudáveis até à idade avançada.
Nos gatos mais velhos pode ocorrer inflamação das gengivas e tártaro nos dentes. Isto causa dores ao gato, e pode ser um motivo para que ele recuse a comer. As gengivas podem ficar vermelhas e sangrentas, e se não consultar o veterinário os dentes podem perder o suporte e caírem.
 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

História do gato

A história do gato-doméstico remonta à Antiguidade, segundo biólogos e historiadores . Esses felinos têm acompanhado os homens há tanto tempo que é possível afirmar que a sua história, em certos pontos, chega a se confundir com a própria história da humanidade .

Evolução


 
Miacis, o mais antigo ancestral dos gatos conhecido atualmente.

Os gatos-domésticos atuais são uma adaptação evolutiva dos gatos-selvagens africanos, o que faz com que estes possuam diversas características em comum com os grandes felinos selvagens, como o hábito de caminhar silenciosamente usando suas almofadas plantares, as avançadas técnicas de caça e as presença de unhas retráteis.  No entanto, cruzamentos entre diferentes espécimes tornaram-nos menores e menos agressivos aos humanos, atendendo assim ao objetivo de se criar um animal de pequeno porte, capaz de caçar roedores e viver nas mesmas habitações que os homens.

 
Dinictis: um dos primeiros felinos.

O seu mais antigo ancestral conhecido é o Miacis, mamífero que viveu há cerca de 40 milhões de anos, no final do período paleoceno, e possuía o hábito de caminhar sobre os galhos das árvores. A evolução desse animal deu origem ao Dinictis, animal que já possuía a maior parte das características presentes nos felinos atuais.
A sub-família Felinae, que agrupa os gatos-domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos, expandindo-se a partir da África até alcançar as terras onde atualmente está o Egipto. Inclusive, foram os egípicios o primeiro povo a adotar os gatos como animais de trabalho e estimação.

Os gatos na história

Quando as populações deixaram de ser nômades, a vida das pessoas passou a depender substancialmente da agricultura. Foi nesse momento que os gatos vieram a fazer parte do quotidiano do ser humano. Por possuir um forte instinto caçador, esses animais exerciam uma importante função na sociedade: acabar com os ratos que invadiam os celeiros de cereais e outros lugares onde eram armazenados os alimentos.

 
Uma estatueta de um gato, feita no Egipto, representando a deusa Bastet.

Registros encontrados no Egipto, como gravuras, pinturas e estátuas de gatos, indicam que a relação desse animal com o homem teve início há cerca de 9.500 anos. Elementos encontradas em escavações indicam que, nessa época, os gatos eram venerados e considerados animais sagrados.  Bastet (Bast ou Fastet), a deusa da fertilidade e da felicidade, considerada benfeitora e protetora do homem, era representada como uma mulher com cabeça de gato e frequentemente figurava acompanhada de vários outros gatos em seu entorno.
Na verdade, o amor dos egípicios por esse animal era tão intenso, que havia leis proibindo que os gatos fossem "exportados". Qualquer viajante que fosse apanhado a traficar um gato era punido com a morte. Quem matasse um gato era punido da mesma forma, e, em caso de morte natural do animal, os seus donos deveriam usar trajes de luto.
Contudo, não tardou para que alguns animais fossem clandestinamente transportados para outros territórios, fazendo com que os gatos acabassem por aumentara sua área de abrangência. Ao chegarem à Pérsia antiga, também passaram a ser venerados. Lá havia a crença de que quando se maltratava um gato preto, corria-se o risco de estar a maltratar um espírito amigo, criado especialmente para fazer companhia ao homem durante sua passagem na Terra. Desse modo, ao prejudicar um gato, o homem estaria a atingir-se.
Devido ao fato de serem exímios caçadores e auxiliarem no controle de pragas, por muitos séculos, os gatos tiveram uma posição privilegiada na Europa cristã. Porém, no início da Idade Média, a situação mudou: gatos foram acusados de estarem associados a maus espíritos e, por isso, muitas vezes foram queimados juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria . Até hoje ainda existe a ideia de que toda bruxa possui um gato preto de estimação, sendo esse animal associado aos mais diversos tipos de sortilégios. É muito comum ouvir histórias de sorte e azar associadas aos animais dessa cor.

 
Winston Churchill afaga um gato que habita um navio militar

Com o fim da inquisição, o gato foi novamente aceite nas moradias e nos navios, assumindo novamente a função de caçadores de roedores. Com o passar do tempo os gatos passaram a ser considerados animais finos, ganhando uma boa posição do ponto de vista social. Eram inclusive utilizados como acessórios em eventos sociais pelas damas. Nessa época o gato começou a ser modificado para exposições, começando assim a criação de raças puras, com pedigree. Uma das primeiras raças criadas para essa finalidade foi a Persa, que ficou conhecida após sua introdução no continente europeu, realizada pelo viajante italiano Pietro Della Valle.

 
Atualmente os gatos são muito utilizados na prevenção de roedores nas áreas agrícolas

A primeira grande exposição de gatos aconteceu em 1871, em Londres. A partir desse momento, o interesse em se expor gatos desenvolvidos dentro de certos padrões propagou-se por toda a Europa.
Atualmente, os gatos são uma das mascotes mais populares em todo o mundo, servindo ao homem como um bom animal de companhia e ainda continuam a ser utilizados por agricultores e navegadores de diversos países, como um meio barato de se controlar a população de determinados roedores. Devido ao facto da sua domesticação ser relativamente recente, quando necessário, eles podem facilmente converter-se à vida selvagem, passando a viver em ambientes silvestres, onde formam pequenas colônias e caçam em conjunto.
 
Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Regras da casa

Cheguei a casa e apanhei os meus gatos reunidos. Estavam a conspirar!
Pois, nem imaginam o que eles fazem na nossa ausência :-)
Decidiram criar uma lista de regras da casa. Vejam lá como são inteligentes:

Regras da casa


PORTAS: Não permita portas fechadas em nenhuma divisão da casa. Para abrir a porta apoie-se nas patas traseiras e bata com as patas dianteiras. Quando a porta se abrir, não é necessário usá-la.


Depois de ter conseguido abrir uma porta exterior, mantenha-se a meio caminho do exterior e do interior e reflicta em várias assuntos. Isto é particularmente importante em tempo frio, de chuva, de neve ou em estação propícia a mosquitos. Portas oscilantes devem ser evitadas a todo o custo. CADEIRAS e TAPETES: Se necessitar de vomitar, arranje rapidamente uma cadeira. Se não conseguir a tempo, tente um tapete oriental ou uma carpete. Neste último caso, certifique-se de que recua o suficiente para que a substância tenham o comprimento de um pé humano.
 

CASAS-DE-BANHO: Acompanhe sempre os convidados à casa-de-banho. Não é necessário fazer mais nada. Simplesmente sente-se e fixe a pessoa 



 ESTORVAR: Se um dos seus humanos estiver ocupado e outro não, fique com o ocupado. Isto chama-se "ajudar", também conhecido por "estorvar". As regras para estorvar são as seguintes: a) Quando supervisionar a preparação de alimentos, sente-se imediatamente atrás do calcanhar esquerdo do cozinheiro. Assim não será visto e terá melhores hipóteses de ser calcado, pegado ao colo e confortado;

 
 

b) Para quem gosta de ler, aproxime-se do queixo entre os olhos e o livro, a menos que se consiga estender a todo o comprimento do livro;

c) Para projectos de malha ou papel, deite-se em cima do trabalho da forma mais indicada para não deixar ver pelo menos a sua parte mais importante. Finja dormitar, mas de vez em quando dê com a pata no lápis ou nas agulhas. O humano talvez tente distraí-lo; ignore-o. Lembre-se de que o objectivo é estorvar. 

  

d) Projectos de bordados e croché são excelentes camas de rede apesar do que os humanos lhe possam dizer.

e) Para pessoas que estão a pagar contas (actividade mensal), a preencher impressos das Finanças ou postais de Natal (actividade anual), tenha presente que o objectivo é estorvar! Primeiro sente-se no papel em questão. Quando for desalojado, observe de forma triste do lado da mesa. Quando a actividade prosseguir, passeie-se pelos papéis, espalhando-os o melhor que souber. Quando o afastarem pela segunda vez, deite as canetas, lápis e borrachas abaixo da mesa ao mesmo tempo.

f) Quando um humano estiver a ler o jornal, salte para o jornal. Eles adoram saltar também !

 

 

 

CAMINHAR: Sempre que possível atravesse-se no caminho do humano tão próxima e rapidamente quanto possível especialmente em escadas, quando transportam alguma coisa, no escuro e quando se levantam de manhã. Isto vai ajudar a capacidade de coordenação deles. 

 

HORA DE DORMIR: Durma sempre em cima do humano de forma a que ele não se possa mexer

  

  

BRINCAR: Esta é uma parte importante da sua vida. Durma o tempo suficiente de dia para estar fresco para os seus jogos nocturnos. Abaixo estão listados vários jogos favoritos dos gatos.

É importante manter a Dignidade em todas as alturas.
Se tiver algum acidente durante a brincadeira, tal como cair duma cadeira, lave imediatamente uma parte do seu corpo como quem diz «A minha intenção ERA fazer aquilo!». Os humanos caem sempre nesta.

 

 

JOGOS DOS GATOS:

"Apanhar o rato": Os humanos querem que acredite que os altos por debaixo dos cobertores são pés e mãos. Estão a mentir. São Ratos de Cama, dos quais se diz serem os mais deliciosos do mundo, embora nenhum gato tenha conseguido até hoje apanhar nenhum. Também se diz que apenas o ataque mais feroz os pode atordoar tempo suficiente para que possa entrar nos lençóis e apanhá-los. Talvez consiga ser o primeiro a provar um Rato de Cama!

"Rei da Colina": Este jogo deve ser jogado com outro gato no mínimo. Quantos mais melhor. Um ou dois dos humanos adormecidos é a colina 303 que deve ser defendida a todo o custo dos outros gatos. Vale tudo. Este jogo permite desenvolver tácticas originais pois tem que se levar em conta um cenário instável.

AVISO: Jogar qualquer um destes jogos em excesso resultará em expulsão da cama e mesmo do quarto. Se os humanos se mostrarem inquietos, comece imediatamente a ronronar e aproxime-se deles. Isto permitir-lhe-á ganhar algum tempo até eles adormecerem outra vez. Se um gato calhar a estar em cima de um humano quando isto acontecer, é esse o gato que ganha o Rei da Colina. 

 

  

BRINQUEDOS:

Qualquer objecto pequeno é um potencial brinquedo. Se o humano tentar confiscá-lo, significa que é um Bom Brinquedo. Fuja com ele para debaixo da cama. Mostre-se ultrajado quando o humano o agarrar e lho tirar. Atente onde é colocado para mais tarde o roubar. Duas fontes fiáveis de brinquedos são as cómodas e os cestos de papéis.

Há vários tipos de brinquedos para gatos:

 

a) Objectos brilhantes como chaves, alfinetes de peito ou moedas devem ser escondidos para que outros gatos e humanos não possam brincar com eles. Geralmente são bons para jogar hóquei em chãos não alcatifados.

b) Objectos compridos e ondulantes como cordões de sapatos, cordas, voltas de ouro e fio dental também são excelentes brinquedos. São os predilectos dos humanos que gostam de os arrastar pelo chão fora para nós lhes saltarmos. 

 

 

Quando um cordel é arrastado por debaixo de um jornal ou tapete, transforma-se magicamente no Rato de Tapete ou Rato de Jornal e deve ser morto a todo o custo. No entanto, tenha cuidado. Os humanos são matreiros e tentarão fazer com que perca a sua Dignidade.

c) Sacos de Papel: aqui dentro vivem os Ratos do Saco de Papel. São pequenos e andam camuflados da cor do saco, por isso são difíceis de ver. Contudo ouve-se o ruído que fazem pelo saco fora. Vale tudo para os apanhar, mesmo desfazer o saco. Nota: qualquer outro gato que encontre à caça do Rato do Saco está sujeito a um Ataque Surpresa.

  

COMIDA: Para ter energia para dormir, brincar e estorvar, um gato tem que comer. Mas comer é só metade da diversão. A outra metade é arranjar a comida. Os gatos têm duas formas de arranjar comida:

1.º Convencer um humano que estão a morrer de fome e têm que ser alimentados IMEDIATAMENTE;

2.º Caçar a comida

 

 

 

As directrizes para ser alimentado são as seguintes:

a) Quando os humanos estão a comer, certifique-se de que a ponta da sua cauda está no prato deles quando não estão a ver;

b) Nunca coma da sua tigela se puder roubar da mesa;

c) Nunca beba da sua água até o copo do humano estar suficientemente cheio para que consiga beber de lá;

  

d) Caso cace alguma coisa, demonstre educação ao tentar conhecê-la. Insista – a sua comida poderá não ser tão educada e tentar ir embora.

e) Restos de comida na mesa são iguarias das quais os humanos não têm vontade de se separar. Está para além da Dignidade de um gato pedir declaradamente comida tal como fazem formas inferiores de vida como os cães, mas existem várias técnicas para assegurar que os humanos não se esquecem que você existe.

Estas incluem, mas não estão limitadas a:

 

–  saltar para o colo do humano mais macio e ronronar ruidosamente;

–  deitar-se no caminho entre a sala e a cozinha;

–  olhar fixamente e roçar-se nas pernas das pessoas enquanto estão sentadas a comer e miar queixosamente.


DORMIR: Como mencionado acima, para ter energia para brincar, um gato tem que dormir bastante. Geralmente não é difícil arranjar um local para se enrolar. Qualquer local onde um humano goste de se sentar é bom, especialmente se contrastar com a cor do seu pêlo. Se for um local solarengo ou perto de um aquecedor, tanto melhor. Claro que também existem bons locais no exterior, mas têm a desvantagem de variar com as estações do ano e de depender de condições meteorológicas passadas e presentes, tais como chuva. Janelas abertas são bons locais.

    
 


ARRANHAR: Aconselha-se a que os gatos utilizem quaisquer postes para arranhar que os humanos coloquem à disposição. Eles são muito protectores do que acham ser propriedade deles e não gostarão de o ver aguçar lá as suas unhas. Esgueirar-se e fazer isso à socapa não ajuda pois eles são muito observadores. Se for um gato de exterior, as árvores são bons locais. Não aguce as unhas num humano!


 
 

HUMANOS: Estes seres têm três funções principais: alimentar-nos, brincar connosco e prestar-nos atenção, e limpar a caixa da areia.

É importante manter a Dignidade ao pé de humanos para que não esqueçam quem manda na casa. Os humanos necessitam de conhecer regras básicas. Podem ser ensinados se começar cedo e for consistente. Assim terá uma casa fácil de gerir.

 




terça-feira, 23 de julho de 2013

Deusa Bast



Na mitologia Egípcia Bastet, Bast, Ubasti, Ba-en-Aset ou Ailuros (palavra grega para "gato") é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres grávidas. Também tinha o poder sobre os eclipses solares.
A deusa está presente no panteão desde a época da II dinastia. Era representada como uma mulher com cabeça de gato, que tinha na mão o sistro, instrumento musical sagrado. Por vezes, tinha na orelha um grande brinco, bem como um colar e um cesto onde colocava as crias. Podia também ser representada como um simples gato.
Por vezes é confundida como Sekhmet, adquirindo neste caso o aspeto feroz de leoa. Certa vez, Rá ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência. A deusa, que é representada com cabeça de leoa, executou a tarefa com tamanha fúria que o deus Rá precisou embebedá-la com cerveja para que ela não acabasse exterminando toda a raça humana. O que acabou originando a deusa Bastet.
Era a esposa de Ptah, com quem foi mãe de Nefertum e Mihos. A esta deusa é tradicionalmente consagrado o dia 15 de abril.
O seu centro de culto estava na cidade de Bubastis, na região oriental do Delta do Nilo. Nos seus templos foram criados gatos que eram considerados como encarnação da deusa e que eram por essa razão tratados da melhor maneira possível. Quando estes animais morriam eram mumificados, sendo enterrados em locais reservados para eles.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O signo dos gatos



Você sabe qual é o signo do(s) seu(s) gatinho(s)? Veja se você consegue identificar a personalidade de seu(s) felino(s) pelos signos abaixo. Divirta-se!!!
Gatos de Áries - são solitários e algumas vezes você ficará sem vê-lo durante dias porque ele terá ido procurar comida em todas as casas da sua rua, menos na sua. São intolerantes com outros animais de estimação, que eles consideram intrusos. Se você tiver um aquário, deixe-o num local bem protegido de seu gato ariano. À noite você ouvirá seu gato desafiando com seus miados qualquer outro gato que se atrever a invadir seu território. Ele gosta de se meter em brigas e já deve ter aparecido com alguns arranhões, ferimentos e com as orelhas faltando alguns pedaços...
Gatos de Touro - têm olhos bonitos e grandes, e quando jovens vencem com facilidade concursos de beleza felina. Mas, quando ficam mais velhos se tornam mais parecidos com almofadas gordas, cobertas de pelos. Evite dar-lhe comidas especiais, como peixe fresco, pois ele nunca mais vai querer comer outra coisa. São gatos sensuais e encantadores e estarão sempre no seu colo pedindo afagos e carinho.
Gatos de Gêmeos -É difícil que os gatos obedeçam às ordens dos humanos, mas os gatos de Gêmeos são a exceção. Por terem nascido sob o mais comunicativo dos signos, eles parecem entender o que falamos. Você pode achar que ele consegue até responder às suas perguntas com miados! São meio nervosos, hiperativos, e têm ótima visão. São muito brilhantes e aprendem truques facilmente.
Gatos de Câncer - Com a Lua como regente de Câncer, os gatos deste signo têm ainda mais forte a natureza noturna dos felinos. Não se mexem muito durante o dia, mas à noite são extremamente ativos. E eles adoram o som da própria voz! Se você ouvir alguns gemidos na madrugada, deve ser de um gato canceriano. Não são dados a brigas, fugindo delas sempre que possível, e além disso necessitam de constante afeto.
Gatos de Leão - são os mais afortunados das criaturas. Têm boa saúde e muita sorte. A maioria dos gatos leoninos tem pelos longos, mas os de raças de pelos naturalmente longos, como os Persas, são excepcionalmente belos. Diz-se que leoninos bem tratados atraem riqueza e prosperidade, por isso cuide bem de seu gato de Leão. São extrovertidos, sociáveis, leais, constantes e verdadeiros.
Gatos de Virgem - É quase possível escutar um gato de Virgem criticando você. Ele é extremamente exigente e não tolera ser o segundo em nada. Dê-lhe sempre ração da melhor marca, no mesmo prato, no mesmo lugar e na mesma hora todos os dias. São muito higiênicos e passam mais tempo que os outros gatos lambendo-se para se limpar. São péssimos para caçar ratos, pois preferem brincar a matar. Têm tendências a alergias e sua pele sensível pode ter reações a talcos contra pulgas.
Gatos de Libra - nada está bom demais nem pode atender às suas exigências... Ele também é regido por Vênus, por isso não se assuste se às vezes ele parecer um pouco apático: ele provavelmente estará apaixonado (???).
Gatos de Escorpião - geralmente pretos com olhos verdes são os típicos gatos de Escorpião, signo que rege as coisas misteriosas e ocultas. Mesmo que você não acredite nem tenha poderes sobrenaturais, você terá um contato telepático com seu gato de Escorpião. Ele sabe o que você está pensando, pressente o perigo e chega para o jantar bem na hora em que você ia chamá-lo! Eles eram os gatos sagrados adorados pelos egípcios. Ele é mágico e misterioso, e vai lhe trazer sorte e proteção.
Gatos de Sagitário - estão sujeitos aos azares do acaso que freqüentemente fazem com que estejam no local certo, mas na hora errada: somem na hora da comida ou, se tem um gato preso no alto de uma árvore, provavelmente é um sagitariano. Adoram afagos, mas não o sufoque com carinhos: ele simplesmente vai embora, pois preza muito a sua liberdade. Ele às vezes parece metido, porque não gosta de se misturar com os gatos comuns da vizinhança. Seu pelo e bigodes são longos como a crina de um cavalo, e ele é ativo e energético.
Gatos de Capricórnio - Os gatos mais egoístas costumam ser os nativos de Capricórnio. Eles comem sua comida, aceitam seu tratamento e afeição e depois vão embora como se você não existisse. O gato capricorniano não gosta da vida doméstica e está mais adaptado à vida selvagem. Muitos dos gatos perdidos ou abandonados são de Capricórnio. Às vezes não são boa companhia, mas merecem seu carinho, mesmo que você os ache sem graça e ingato...quer dizer, ingrato!
Gatos de Aquário - São excêntricos. Podem preferir chocolate a peixe, ter amigos pássaros e dormir na cama do cachorro. Podem até gostar de tomar banho! Eles não se parecem com nenhum gato que você conheça, a não ser que seja outro aquariano. Eles são independentes e só precisam de você para fornecer-lhes a comida. Por isso, não espere muita afeição deles. Aquarianos de todas as espécies são perfeitos para trabalhar na televisão, e o seu gato não é exceção: ele pode virar o artista da casa!
Gatos de Peixes - É uma mistura de emoções. Ele pode passar por você com seu focinho empinado e o rabo erguido como se estivesse ofendido, e você se perguntará o que fez de errado a ele. Logo depois estará se esfregando em você em busca de carinho. Se ele pudesse falar diria: - eu não sei o que eu quero, mas quero agora! Ele é muito intuitivo e saberá imediatamente se você está feliz ou contrariado. O seu prato predileto? Não era nem preciso dizer: peixe.


domingo, 21 de julho de 2013

Pulgas

 
As pulgas dependem do hospedeiro para se alimentarem e se protegerem, permanecendo toda a sua vida neste.
  
 
Mas para combatermos esta pequena praga doméstica, temos que entender bem como elas vivem e se reproduzem.
 

   A fêmea da pulga deposita seus ovos (brancos com 0,5 mm de comprimento) no animal e, como não se fixam, caem no ambiente onde apenas dependem da temperatura e da humidade para eclodirem em larvas, num período de até 10 dias.
Estas aprofundam-se nos carpetes, cobertores e frestas de pisos, onde se alimentam de restos orgânicos e fezes de pulgas adultas. Em 5 a 11 dias formam um casulo onde ocorre a forma de pupa. Normalmente o ciclo de vida completa-se em 3 a 4 semanas e as pulgas vivem no animal por mais de 100 dias. A partir do quarto dia alimentam-se do sangue do animal, sendo que cada fêmea produz , em média, 20 ovos por dia durante 21 dias.

Se não se interromper o ciclo, a infestação no animal torna-se extremamente incomoda e maléfica para a sua saúde.

As pulgas são transmissoras de parasitas aos animais e ao homem.

Quando ingeridas pelos cães e gatos no acto de se lamberem ou se mordiscarem, ou pelo homem acidentalmente, levam, para o intestino, um verme cestóide, semelhante à Ténia, "solitária" do homem. Constitui-se, portanto, numa zoonose e pode, nos animais, levar a emagrecimento, diarreia, perda de pêlos e até à morte se não tratada. O animal vai apresentar comichão na região anal, arrastando a região no chão, e ,às vezes, podem ser vistas as proglotes do verme, pequenos reservatórios de ovos, em volta do ânus ou nas fezes, semelhantes a grãos de arroz.

Os gatos, por sua vez, são vítimas de um parasita sanguíneo, chamado Hemobartonella felis, transmitido naturalmente pela picada da pulga, causando a doença denominada de Hemobartolenose. Os sintomas são perda de peso, fraqueza, depressão e falta de apetite, devido a uma anemia que se pode tornar crónica.

O importante é não desprezarmos este pequeno inimigo que, por viver há mais tempo que nós neste planeta, encontra-se muito bem adaptado ao nosso meio ambiente, acompanhando-nos sempre que puder.

Quais as medidas a tomar?
Antes de tudo, é aconselhável que os cães tomem banho periodicamente e, de preferência, com shampoos anti-pulgas. Além disso, é necessário que sejam aplicados frequentemente, produtos tópicos de combate diretamente nos pêlos dos animais, que podem ser encontrados em Pet Shops e em supermercados.

Existem sprays, gotas e inclusive remédios, tais como comprimidos e até mesmo injecções para os casos mais críticos. Cada um dos produtos determina um intervalo específico entre uma aplicação e outra.

Além de todos esses cuidados, é essencial que o ambiente onde o animal vive seja desinfetado periodicamente, com produtos específicos para eliminar as pulgas.

Ao aplicar produtos para eliminar as pulgas do ambiente, são necessários alguns cuidados, como manter os animais afastados do lugar por algumas horas, para evitar intoxicações.
Muito importante:
  • Filhotes, fêmeas gestantes e gatos não devem ser sujeitos a produtos inseticidas;
  • Consulte o veterinário antes de usar qualquer produto anti-pulgas;
  • Os banhos anti-pulgas devem ser dados com cuidado, para que o animal não lambe o produto durante o banho. A ingestão do produto pode causar intoxicação;
  • Os animais com ferimentos abertos (feridas ou queimaduras) não devem ser tratados com produtos anti-pulgas tópicos (para passar, banhar ou aspergir)
 

 
Fonte: Adaptado do site www.vira-lata.org

A lenda do Maneki Neko - O gato da sorte Japonês

No século 17, durante o período Edo do Japão, havia um pobre sacerdote que possuía um pequeno Templo na parte ocidental de Tóquio. Apesar de ser muito pobre, e pouco ou quase nada ter, ele partilhava o que tinha com o seu fiel companheiro, um gato, de nome Tama. Os ventos frios entravam pelo Templo, gelavam-lhe os ossos, a chuva pingava por entre o telhado quase desfeito, e ainda assim, o pobre sacerdote permanecia dedicado aos seus deveres e agradecido pelo pouco que tinha.


Num dia especialmente frio e triste, em que o frio o cortava como se de facas se tratasse, ele foi fazer um pouco de chá, para ver se aquecia. Ficou esmagado de dor e tristeza quando viu que não tinha chá nenhum para fazer, e caiu numa esquina abalado pelo desespero, e começou a chorar.
 O seu companheiro querido, Tama, foi em direção ao homem ver se podia consolá-lo. O sacerdote exclamou com frustração "Oh Tama! Sou tão pobre, e ainda assim tomo conta de ti! Podias um dia, fazer algo por este Templo? Algo por mim?". A sua cabeça caiu nas suas mãos e chorou calmamente até que foi dormir.
Tama ficou confuso, e decidiu ir para o exterior do templo durante algum tempo. Sentou-se em frente da porta e começou a limpar-se, como os gatos fazem, lambendo as patas e esfregando-os na cara.
Naquele momento, um homem muito rico e poderoso passava pelo Templo. A chuva começou a ficar cada vez mais forte e ele tomou como refúgio uma grande árvore. "Este lugar fornecerá a coberta adequada até que a tempestade afunde" ele pensou. Naquele momento, ele reparou num gato na entrada do velho templo, limpando a cara com a sua pata, fazendo um gesto como se lhe estendesse um convite, como se o estivesse a chamar. Este gesto confundiu-o de tal maneira que ele teve de olhar mais de perto este gato, que parecia estar a chamá-lo.
Frio e molhado o homem rapidamente aproximou-se do gato e entrou no edifício. Momentos depois, a árvore onde ele tinha estado a abrigar-se foi abatida por um relâmpago e pegou fogo. A árvore rompeu-se com um choque barulhento, as partes a arder abriram-se e um tronco caiu precisamente onde o homem rico tinha estado abrigado.
 O homem ficou extremamente agradecido ao gato, por lhe ter salvo a sua vida. Imediatamente tentou encontrar o dono do gato para recompensá-lo. Entrou no Templo, e encontrou o velho sacerdote, que vivia em tais condições deploráveis. De imediato ajudou o sacerdote e encheu-o de presentes. Como forma de agradecimento ainda usou a sua influência para trazer muitas pessoas ricas ao Templo, e logo o velho sacerdote ficou muito conhecido.
O gato não só tinha salvado uma vida, mas também tinha aliviado o sacerdote da carga da sua pobreza. Quando ele morreu, o gato teve honras sendo enterrado num cemitério especial, e uma estátua foi feita na sua semelhança, refletindo o gesto do chamamento como sinal, levantou a pata que tinha trazido a sorte tão boa e a prosperidade ao seu proprietário. Como a palavra dos ventos se estende, as pessoas começaram a colocar figuras de gatos com patas levantadas nas suas casas, nas lojas e nos templos, acreditando que trariam a mesma espécie de prosperidade nas suas próprias vidas, que Tama tinha trazido ao Sacerdote.
Fonte:
http://www.namaii.com/manekineko/legend-of-maneki-neko.html


Tradução e Adaptação:
floracoquet (Pandora Isis)

sábado, 20 de julho de 2013

Massajar o seu gato

Este é um procedimento que recomendo para todos os donos de gatos! A massagem presenteia o felino com momentos de prazer e de relaxamento.


   
Confiança e carinho
Durante a massagem, o gato associa o prazer que está a sentir com a presença, o cheiro e a voz do proprietário. Com o tempo, vai-se deixando tocar em mais lugares, à medida que percebe não correr risco. Isso faz o gato confiar cada vez mais no dono e gostar cada vez mais dele.
 
Stress e relaxamento
Uma massagem mais profunda é capaz de provocar um relaxamento ainda maior do que um simples carinho superficial. Mas, se o gato não estiver habituado a esse tipo de interação, o efeito pode ser oposto, stressando-o ainda mais. Em situações tensas, portanto, só faça uma massagem depois de o gato estar habituado a ser manipulado.
 
Incómodos e dores
Os nossos animais, infelizmente, não conseguem comunicar connosco quando sentem dor. Para a detetar, precisamos perceber sintomas como parar de comer, impaciência, agitação e, em alguns casos, agressividade.

Com os gatos essa perceção pode ser especialmente difícil, pois, instintivamente, eles disfarçam a dor e o desconforto para não mostrar fraqueza. O motivo é que ficam em situação de risco na natureza se os adversários perceberem que não estão bem ou que se encontram feridos.
Uma das técnicas dos veterinários para descobrir se o gato está a sentir dor é apalpá-lo. Ao ser pressionado no local dolorido, o gato tem reações que permitem saber da existência do problema e em qual região do corpo isso ocorre.

A limitação dessa técnica é não funcionar bem quando o gato está assustado, exatamente o que se espera que aconteça quando ele é apalpado por um desconhecido, fora de seu território.

Por meio de massagens diárias, podemos acostumar o gato à manipulação. Assim, será mais fácil submetê-lo a futuros exames. O proprietário conhecerá profundamente o corpo do gato, as reações típicas dele e os pontos mais sensíveis. Com essas informações, será possível dar uma importante ajuda ao veterinário. O dono terá condições de fazer uma descrição precisa dos locais do corpo que, quando pressionados, fazem o gato reagir com sinais de dor. Também é esperado que o gato aceite com menos tensão o exame clínico do veterinário, pois estará acostumado a ser apalpado.

Como fazer a massagem
Existem várias técnicas para massajar gatos, descritas em livros, sites e DVD, algumas, inclusive, patenteadas. Portanto, para quem quiser ir mais a fundo, há bastante conteúdo disponível por aí.
Mas não é preciso ser um “Expert” para começar a usufruir os diversos benefícios da massagem animal. Seguindo algumas dicas gerais, poderá praticar hoje mesmo no seu gato.

Tipo de massagem
Ao fazer carinho no gato, coloque um pouco mais de pressão nas mãos. Tente sentir o corpo do felino por baixo da pele - músculos, ossos e articulações. Concentre-se como se quisesse descobrir cada pedacinho dele, sem deixar despercebida qualquer parte do corpo.

Tempo, local e posição
É importante que o momento da massagem seja prazeroso, tanto para si quanto para o gato. Respeite, portanto, os limites dele. Aos poucos, ele aprenderá a relaxar e a confiar cada vez mais em si ao ser massajado.
Forçar o gato a aceitar uma massagem mais prolongada do que está disposto a aceitar ou querer que ele continue deitado contra a vontade costumam ser iniciativas contraproducentes. Não há problema se, no início, for preciso dividir a massagem em várias sessões, até conseguir que o gato seja massajado por inteiro.

Regiões sensíveis ou doloridas
Nunca inicie a massagem numa parte do corpo que possa estar dorida. Tome também muito cuidado ao manipular uma região sensível. Não é intuito da massagem causar dor, e sim prazer e relaxamento.
Se perceber que o gato está se sentindo incomodado ou se houver possibilidade de magoá-lo, não exagere na pressão. Procure conhecer até que limite ele a aceita tranquilamente. No futuro, uma mudança nesse limite poderá indicar um problema de saúde.
Quando começam a receber carinhos ou a ser massajados, os gatos não costumam permitir que a região do abdómen seja tocada. Nesse caso, evita-se massajar a barriga do felino até que ele fique totalmente relaxado ao ser manipulado. Muitos donos só conseguem fazer isso depois de massajar o gato por meses!

Como tratar de um recém-nascido

Resgatou um gatinho! Parabéns, e muito obrigada por esse gesto de piedade e amor!
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O propósito deste texto é ajudar todos aqueles que se venham a encontrar numa situação destas. Preparem-se para dormir muito pouco durante umas semaninhas, mas passando por uma experiência inesquecível e totalmente gratificante.
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Antes de mais gostaria que tivessem a noção de que a taxa de sobrevivência de gatinhos recém nascidos sem gata-mãe é MUITO reduzida, e quero que todos saibam disso e pensem bem antes de abandonar à sua sorte bebés totalmente indefesos. Se não querem crias, esterilizem os vossos animais!
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Bom, antes de tudo, quando encontrar um gatinho recém-nascido (ou um gato bebé) convém levá-lo a um veterinário com máximo de urgência para que um profissional possa examiná-lo, estimar a sua idade e orienta-lo quanto aos cuidados com ele.
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Os gatinhos recém-nascidos têm os olhinhos fechados, só abrindo por volta de 8/10 dias de vida. Os dentes de leite começam a romper por volta das 2 semanas, mas só iniciam o desmame a partir da quarta semana, e até que possam comer por si só, são seres extremamente frágeis que requerem muitos cuidados e atenção.
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Na falta de uma gata-mãe podemos tomar algumas providências para que o bebé possa sobreviver sem os cuidados da mesma. Vamos tentar expor algumas aqui de uma forma resumida, no entanto nenhum dos conselhos que podemos dar poderá substituir a opinião de um profissional veterinário.

1) Mantê-lo aquecido.
Os gatinhos com apenas alguns dias de vida não conseguem regular a sua temperatura e não mamarão se não estiverem quentinhos. Para os aquecer, aconchegue-os bem numa manta, dentro de uma caixa ou bacia, e aproxime-os de uma botija de água quente.
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ATENÇÃO: Não os coloque diretamente em cima da botija de água quente e tenha cuidado com a temperatura da botija, pois podem morrer de calor! Verifique constantemente a temperatura do ninho.

Normalmente quando se encontram gatinhos recém nascidos eles estão com frio (corpo frio ao toque, choro constante) e/ou desidratados (boca e língua secas, membranas mucosas pálidas, a pele da nuca não volta rápido à posição normal quando beliscada). Deve-se aquecer o gatinho conforme se indica acima, muito lentamente. Em falta de uma botija de água quente use o calor corporal.

2) Boneco de pelúcia.

Os gatinhos recém nascidos costumam ficar o tempo todo na companhia dos seus irmãos mesmo quando a mãe se ausenta. Essa companhia é muito importante tanto para se aquecerem entre si como para não se sentirem abandonados e inseguros. Um boneco de pelúcia pode substituir a presença dos irmãos.

3) Cama macia.
Providencie uma caixa de papelão (dependendo da idade do gatinho, pode ser uma caixa de sapatos - não lhe dê uma caixa muito grande, só o suficiente para acomodar o gatinho, a bolsa de água quente e bichinho de pelúcia), forre o fundo com bastante jornal velho e cubra com uma manta, toalha felpuda ou blusa de lã velha. Troque com alguma frequência pois ele pode sujar e a gata-mãe não vai estar lá para limpar.

4) Alimentação.
Normalmente os gatinhos recém-nascidos encontrados na rua estão com o nível de açúcar muito em baixo pois já não mamam há algum tempo.

Dê ao gatinho cerca de 5 a 10% de glucose em água (glucose é uma forma simples de açúcar disponível em drogarias, exemplo: Pedialyte.) Administrar cerca de ½ cc por cada 28 gramas de peso por hora. Não se deve alimentar um gatinho com frio! Os seus intestinos não estão a trabalhar, e com a ingestão de alimentos podem inchar, provocando a morte ao animal.

Num veterinário, compre leite próprio para gatinhos recém-nascidos (Royal Canin, Mixol, por exemplo) e siga cuidadosamente as instruções de preparação e os horários da amamentação.
De preferência, utilize água engarrafada, pois a água da torneira pode causar prisão de ventre.
ATENÇÃO: Se o leite estiver pouco quente os gatinhos não vão querê-lo, mas se estiver muito quente pode queimá-los. Teste a temperatura do leite na parte interior do seu antebraço.

Tenha muito cuidado com a posição de mamar. Os gatinhos devem estar ligeiramente levantados, com o biberão num ângulo de 45º, de forma a encorajar a amamentação e NUNCA deitados (ver foto).

Após dar de mamar NÃO SEGURAR o gatinho de costas para dar mimos, deve-se mantê-lo direito sobre o seu estômago.

ATENÇÃO: Não force a toma do leite, nem aperte a tetina para que os gatinhos comam, pois poderão aspirar leite para os pulmões, acabando por morrer.

O leite de vaca não é igual ao leite da gata; os gatinhos podem ter diarreia se der leite de vaca puro, pois digerem mal a lactose. Nunca dê leite de vaca, cabra, ovelha, etc. a um gato, seja qual for a sua idade, nem leite para gatos comprado em supermercados a gatinhos recém nascidos!

Por volta das 4 semanas de idade pode começar o processo de desmame do gatinho, mas tenha em atenção que ele ainda irá precisar de leite durante mais algumas semanas!

Compre uma ração BOA para gatos bebés (as melhores marcas são da Royal Canin – Babycat, Hills e Purina) evitando as vendidas muito baratas no supermercado que poderão causar-lhes diarreias. Experimente colocar-lhe um grão na boca e observe a sua reação. Se ele se manifestar interessado coloque mais alguns grãos na mão e deixe-o “comer”.

Também pode humedecer a ração de forma a criar uma papa, no entanto nunca a utilize após uma hora de a colocar em água pois começa a fermentar e pode provocar diarreia.

Depois de começarem a comer a pasta sozinhos, ponha-lhes à disposição biscoitos próprios para gatinhos e água. Quando começarem a comer os biscoitos tire-lhes a pasta. Depois de comerem a pasta, dê-lhes sempre leite para que não desidratem, visto ser esse o único líquido que ingerem. (Pode tentar dar-lhes água, mas não deve conseguir…)


ATENÇÃO: Nunca dê leite de vaca, cabra, ovelha, etc. a um gato, seja qual for a sua idade!
NOTA: Ponha-lhes água à disposição num recipiente de vidro ou de inox

À medida que os gatinhos vão crescendo deve precisar de alargar o orifício da tetina do biberão para que consigam comer melhor. No entanto, tenha o cuidado de não a abrir muito pois pode sair leite a mais e engasgá-los.

Se depois de mamarem, os gatinhos não adormecerem, leve-os para um sítio escuro ou tape-os com algo opaco. Não se esqueça de os manter quentinhos

5) Evacuação. Item muito importante!
Os gatinhos bebés nascem sem saber defecar por sua conta, a gata-mãe tem que estimular lambendo os filhotes após cada mamada para lhes estimular a bexiga e os intestinos.

A “mãe adotiva” terá que imitar esse procedimento: Massajando suavemente a barriga do bebé, do tórax para baixo-ventre e genitais com algodão, ou gaze ou toalha humedecida em água morna durante algum tempo.

É claro que com esta idade os gatinhos ainda não saberão utilizar o caixote, pelo que irão fazer xixi e cocó no ninho. É uma grande ajuda a parte de baixo do ninho ter uma toalha-fralda, que se pode comprar em qualquer hipermercado.)

ATENÇÃO: Não exagere na massagem do ânus e genitais, pois podem “assar.” Se um gatinho ficar 48h sem defecar leve-o IMEDIATAMENTE ao veterinário!

Para limpar os gatinhos, utilize toalhitas húmidas para bebés (Dodot, etc.), de preferência não perfumadas para que não haja o risco de alergias. Seque-os cuidadosamente com um pano macio.

Depois de cerca de 3 semanas de vida, quando o bebé já começa a explorar o ambiente, pode-se providenciar uma bandeja rasa de plástico com areia (compra-se nos supermercados) para ensaiar-lhe o uso da mesma.

Geralmente não há necessidade de os ensinar, porque gatos têm o instinto natural de enterrar as suas fezes, mas se o seu gatinho ficar "na dúvida" coloque um bocadinho das fezes dentro da bandeja; o cheiro será o bastante para ele entender o que fazer.
Coloque a caixinha longe da comida e água e num lugar reservado e calmo pois os gatos são extremamente limpos e detestam misturar caixa de areia com zona de comida.

6) Interação com humanos
No início da terceira semana, os gatinhos tornam-se mais sociáveis. Comece a interagir com eles, mas não exagere… Após a refeição, trate-lhes da higiene e, antes de dormirem, acaricie-os um pouco e deixe-os andar uns minutos à solta, mas sempre supervisionados. Se possível, “apresente-os” a outros gatos para que aprendam a comportar-se como felinos.

 

O convívio com outros felinos é muito importante para o desenvolvimento do bebé e para ele aprender quais são os seus limites. Um dos problemas associados a gatinhos amamentados a biberão é a inibição da mordedura. Controlar a intensidade da pressão das mandíbulas ao morder é algo que o gatinho aprende durante a brincadeira com os seus irmãos de ninhada e com a gata mãe. Este controlo a que se chama “inibição de mordedura” e que é indispensável para poder brincar normalmente com outros gatos, é muitas vezes desaprendido se a “mãe-adotiva” achar graça ele morder “apenas na brincadeira” e assim fomentar este comportamento.

Será então necessário ensinar o gatinho a não morder com intensidade J. Se durante a brincadeira ele começar a morder com demasiada intensidade, retire a mão dizendo “Não!” em tom firme e afaste-se dele. Passando um ou dois minutos volte para junto dele e continue a brincadeira. Se fizer isto sempre que ele morder com demasiada força, ele irá perceber que se o fizer, já não terá ninguém para brincar. Fazendo este exercício com várias pessoas ele aprenderá que não pode morder ninguém.

Também pode imitar a gata-mãe e “bufar-lhe” quando ele exagerar na brincadeira ou (como faço muitas vezes ;) ) dar-lhes umas trincas como fariam os irmãos e a gata mãe.

Os gatinhos bebés órfãos sentem muita falta da mãe e dos irmãos. À medida que eles forem crescendo faça-lhes companhia o mais que puder. O primeiro contacto com humanos é determinante tanto para a formação da sua personalidade. E não se preocupe se ouvir um motorzinho de arranque ;), o ronronar é acionado quando gatos se sentem felizes e confortáveis e não tem nada a ver com asma ou bronquite!

7) Desparasitação.
A desparasitação (interna e externa) dos gatinhos bebés é muito importante. Normalmente não se conhece a história anterior ao seu nascimento e o mais natural é que eles nascido já portadores de parasitas.

Assim, para que possam crescer saudáveis, é muito importante que sejam desparasitados ao longo do seu crescimento. A idade mínima para uma desparasitação interna segura é de 15 dias de vida. De acordo com o peso deles e as indicações do médico veterinário é dada uma pasta desparasitante, que se repete cada 15 dias até eles fazerem 2 meses. Dos 2 aos 6 meses a desparasitação deverá ser realizada todos os meses e a partir dos 6 meses deverá ser realizada com regularidade a cada 4-6 meses.

A desparasitação externa é igualmente importante uma vez que os parasitas exteriores (pulgas, carraças, etc.) são meios de transmissão de doenças graves.

Consulte sempre o seu médico veterinário para estabelecer um programa de desparasitação interna e externa.

8) Vacinação.

Mesmo que não queira ficar com o gatinho que resgatou, é importantíssimo que ele seja vacinado no tempo certo.

A escolha da vacina da aplicar dependerá do tipo de vida que o gato terá ( se será gato de indoor sem contacto com outros gatos ou se terá acesso ao exterior com contacto com outros gatos).

O esquema de vacinação é 1ª dose aos 2 meses e 2ª dose aos 3 meses (ou 30 dias após a 1ª). Algumas requerem uma 3ª dose aos 90 dias. A partir daí, é necessário dose de reforço uma vez ao ano.