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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Gatos do Museu Hermitage imortalizados



O Museu Hermitage, em São Petersburgo, para além das obras de arte magníficas que possui e que são uma referência a nível mundial, tem uma outra famosa característica. Trata-se dos múltiplos gatos que protegem as peças do seu acervo - um dos maiores do mundo, com cerca de três milhões de peças - dos ratos que povoam o Palácio de Inverno onde se situa o museu.

Parte dos ratos provém de entradas que dão para o Rio Neva, que fica defronte do palácio e que dificulta o controlo dos roedores que para além do mais se multiplicam facilmente, como se sabe. A Imperatriz - ou Czarina, como se preferir - Isabel II, de seu nome completo Elizaveta Petrovna Romanova, teve a ideia no século XVIII, mais concretamente por volta de 1745, a decretar a recolha de gatos grandes e saudáveis para serem colocados no palácio e espantar assim esses ratos que poderiam pôr em risco as peças únicas e valiosas que ali se encontram.

Os gatos do palácio, cerca de 70 para 2000 funcionários humanos, já foram tema de muitas notícias de televisão, jornais, revistas e tudo o mais que é órgão de informação a nível mundial. Também já foram tema de livros, modelos para fotografias e para pinturas de muitos artistas, e até lhes é dedicado um dia - o dia 27 de Março. Agora, foi o próprio museu que decidiu imortalizá-los, tendo convidado o artista Eldar Zakirov para retratar seis deles, trajados de empregados da corte imperial russa, exactamente como se usavam à época. O conjunto de trabalhos, a que foi dado o nome de Hermitage Cats, foi publicado na revista «Hermitage Magazine».



Os seis gatos foram seleccionados de entre os 70 do palácio pela responsável pelos felinos, Maria Haltunen, para serem os modelos dos retratos, e os fatos a serem retratados foram seleccionados pelo responsável da secção do traje tradicional russo. O artista manteve nos seus trabalhos a identidade felina dos gatos, tentando que as imagens fossem o mais precisas possível, para que possam ser identificados pelos visitantes quando ali se deslocam. Os fatos com que são apresentados representam também profissões que eram desempenhadas pelos funcionários que originalmente ali trabalhavam, como o aprendiz de confeiteiro, ou o mensageiro da corte, entre outros.

O sucesso das imagens já está garantido e já se fala em fazer para breve uma outra série delas, com outros dos gatos que ali «trabalham».

Muitos séculos depois, os gatos continuam tranquilamente a desempenhar a sua honrosa função, alheios muitas vezes ao que se passa entre os visitantes, mas certamente que conhecem melhor os recantos e as histórias do Palácio de Inverno melhor que ninguém.

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