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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Clínica veterinária devolve gato vivo, alegando que estava morto

Uma clínica veterinária de Araranguá, no Brasil, devolveu um gato, dentro de um saco de lixo, aos donos, alegando que ele estaria morto. No entanto, prestes a enterrar o animal, o dono percebeu que o bicho ainda estava vivo, lutando para sobreviver. A situação virou caso de polícia. 


 
Conforme reportagem do jornal Correio do Sul, o drama começou na madrugada de domingo, 1 de fevereiro de 2015, para segunda, quando ‘Cinza’, o gato adotado há três anos por um casal morador do Jardim das Avenidas, começou a ter convulsões e sintomas de envenenamento. A jovem dona passou a madrugada a tentar amenizar a dor do bichano, sem muito sucesso, já que não encontrou qualquer veterinário. 
Só às 8 horas da manhã, de segunda-feira, é que ela conseguiu encontrar uma clínica veterinária aberta. A veterinária medicou o gato, mas não deu muitas esperanças ao casal. Por volta das 14 horas, a dona recebe um telefonema de uma funcionária da clínica, a informar que o gatinho tinha falecido, e que o casal deveria ir buscar o corpo, e pagar pelo remédio usado. 
O desespero tomou conta da dona, que lembrou quando há três anos voltava do trabalho e o gato cinza e magrinho estava parado em cima do muro. Ela se aproximou dele, oferecendo comida e um lar. Assim, Cinza foi adotado. “Eu estava mais conformada quando fui buscar o Cinza, porque ele estava sofrendo muito”, comenta. Ao chegar na clínica, a veterinária entregou o gato dentro de uma caixa, num saco plástico preto de lixo, e a conta de R$ 90,00. 

Alegria e indignação 
 
O casal pagou, colocou a caixa no porta-malas do carro e foi embora. Já em casa, a mulher disse ao marido que não queria enterrar Cinza dentro de um saco de lixo. Rasgou o saco e levou um susto: o gato estava vivo! Cinza respirava fracamente e piscava os olhos. 
Para o casal, foi um misto de sentimentos. O luto misturou-se à alegria de ver o bichinho vivo, mas ao mesmo tempo tornou-se indignação pelo acontecido. Eles botaram o gato no carro e voltaram à clínica. A veterinária respondeu que o animal não estava vivo, que eram apenas espasmos pós-morte. 
Os donos pediram a fatura, mas a veterinária disse que não tinha. A Polícia Militar foi chamada, e dois soldados convenceram a veterinária a entregar não só a fatura, como também um atestado de óbito do gatinho (onde dizia que ele havia falecido às 11h30min) e uma declaração de qual o medicamento utilizado. O casal então foi à Delegacia Central de Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência.


 
Gato é levado à outra veterinária 
 
Em seguida, levaram o animal a outra veterinária, às 15h30min. “Eles chegaram aqui em estado de choque. Eles puseram o animalzinho no balcão e perguntaram ‘esse gato está vivo?’, e eu respondi que estava vivo”, contou essa segunda veterinária ao Correio do Sul. Imediatamente, o casal pediu o internamento do bichinho. 
Segundo essa veterinária, o gato estava com baixa frequência cardíaca e respiratória, além de desnutrição e hipotermia. A temperatura normal de um gato é de 39 graus, e Cinza estava com 32.“Mais uns minutinhos naquele saco, e ele estaria morto… de verdade”, sinalizou a médica. O gato foi para o aquecedor, para o soro e recebeu medicamentos. No final da tarde estava reagindo e forçava as patinhas para ficar de pé. 
“Foi negligência total. Alguém acostumado a atender vários casos sem dar atenção adequada acaba se descuidando. Qualquer pessoa, mesmo leiga em cuidados de animais, teria observado que o gato estava vivo, piscando e respirando. Eu nunca vi um caso assim. E o gato é forte, está resistindo até agora”, comenta a veterinária. 
Cinza já sobreviveu a um acidente de carro, quando deslocou a mandíbula. Na época, o casal levou-o à veterinária que o ensacou vivo, e ouviu que ele não teria hipóteses de sobreviver, porque não conseguiria mais alimentar-se e morreria de desnutrição. Porém, a dona levou-o de volta para casa e o alimentou por meio de seringa. Em pouco tempo, o gato estava a comer sozinho. 
Segundo a dona, assim que Cinza tiver alta da clínica, vai castrá-lo e tentar impedir que ele seja envenenado novamente. Quanto à negligência médica, o casal vai apresentar queixa contra a profissional. 
“Não queremos que ninguém sofra o que sofremos, nem ver os nossos animaizinhos, nem os dos outros, passar pela mesma situação”, afirma a cliente, que está aliviada com a sobrevivência do seu amiguinho. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Beber água


Os gatos apresentam necessidades em água muito particulares. O seu ancestral é proveniente do deserto e por isso a sensação de sede não é a mesma que a dos cães e humanos. Uma excelente forma de contornar isso, é dar-lhes água através dos alimentos que consomem. Os gatos estão preparados para, antes de terem sede, concentrarem a urina, o que os pode predispor a problemas urinários. Por norma, ingerem muito pouca água de forma espontânea, o que pode ser um problema caso se alimentem exclusivamente de alimentos secos.


Mesmo com a administração diária de alimento húmido, deverá ter sempre disponível água fresca e limpa, existindo algumas formas de aumentar o consumo de líquidos por parte do seu gato.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Legislação Portuguesa sobre animais de estimação

 
 
Quatro animais por apartamento
Os animais de estimação só podem permanecer em zonas urbanas, se houver boas condições de alojamento, sem qualquer risco de saúde para os vizinhos nem problemas de higiene.
Respeitada esta condição, bem como a tranquilidade a que os diferentes habitantes têm direito, a lei define um número limite de cães e gatos adultos.
Em cada apartamento, não podem coabitar mais de três cães ou quatro gatos, não podendo, no total, contar-se mais de quatro animais.
Este número só poderá ser excedido, até ao máximo de seis, com uma autorização nesse sentido do município, depois de obtido um parecer favorável do veterinário municipal e do delegado de saúde.
Em caso de desrespeito, a câmara municipal ordenará uma vistoria do delegado de saúde e do veterinário municipal, podendo, depois, mandar os animais para o gatil ou canil municipal.
Além disso, o dono dos animais fica sujeito ao pagamento de uma coima entre 50 e 3740 euros. Convém relembrar, ainda, que, apesar do limite legal, pode existir um regulamento de condomínio mais rigoroso, que estabeleça um limite inferior ou até proíba a presença de animais nas fracções autónomas.

Registo, licenças e seguros
A obrigatoriedade de registo apenas se aplica aos cães. Tem de ser feito na junta de freguesia da zona de residência do dono, entre os três e os seis meses de idade. O dono deverá apresentar o boletim sanitário do cão devidamente preenchido por um veterinário. A taxa de registo e licenciamento não pode, em 2004, ultrapassar os 13,20 euros. Na mesma altura e no mesmo local, deve ser obtida a licença de detenção, posse e circulação do animal. Para tal, é necessária a apresentação do boletim sanitário do cão, com as vacinas em dia. Esta licença tem de ser renovada anualmente nos meses de Junho e Julho. Fora deste período, a licença será agravada em 30%. Quando o cão morre ou desaparece, o facto deve ser comunicado à junta de freguesia, no prazo de cinco dias, de forma a cancelar o registo, sob pena de se considerar que o animal foi abandonado. Se mudar de residência ou perder o boletim sanitário, o dono tem 30 dias para comunicar esse facto na sua junta de freguesia. Se o seu cão é considerado perigoso ou se enquadra numa das raças potencialmente perigosas, tem de obter uma licença especial na junta de freguesia. Além disso, passa a ser obrigatório tratar da identificação electrónica do animal (micro-chip). Embora apenas seja obrigatório contratar um seguro de responsabilidade civil para estes animais, é aconselhável fazê-lo para todos os cães e gatos, para o caso de estes fugirem e provocarem, por exemplo, um acidente de viação.
Com coleira
Na via pública, os cães e gatos não podem andar sem coleira (ou peitoral, no caso dos cães), a qual deverá conter o nome do animal e a morada ou telefone do dono. A não ser que andem pela trela, os cães são ainda obrigados a trazer um açaime, além de terem de estar acompanhados pelo dono. As câmaras municipais podem criar zonas próprias para os animais, onde poderão circular sem aqueles meios de contenção.

Cuidados de saúde
A saúde de um animal de estimação exige, com maior ou menor frequência, a deslocação ao veterinário. A desparasitação e a vacinação constituem os principais cuidados de saúde. Regra geral, todos os animais devem ser desparasitados semestralmente, salvo outras indicações do veterinário.
Quanto à vacinação, apenas existe a obrigatoriedade de submeter, anualmente, os cães à vacina da raiva. Se esta for administrada durante a campanha anual de vacinação, aplicar-se-á a chamada taxa N, que correspondia a 4,40 euros, em 2004. Fora deste período, o custo sobe para o dobro, o que corresponde à taxa E (8,80 euros).
Cão
A par da vacina da raiva (que é obrigatória), existem outras recomendáveis: para a esgana, a hepatite por adenovírus, a parvovirose, a leptospirose e a chamada tosse de canil.
Gato
No caso dos gatos, não existe nenhuma vacina obrigatória, mas recomenda-se a vacina contra a raiva, a panleucopénia (gastroenterite), a coriza (ou febre dos gatos) e a leucose felina.

Nos transportes públicos
Nos transportes públicos, os animais de estimação devem ser acondicionados de forma a não permitir que mordam ou causem quaisquer danos a pessoas, outros animais ou bens. Como é evidente, a possibilidade de transportar os animais depende das suas dimensões.

Passaporte obrigatório
Se pensa viajar para algum país da União Europeia com o seu cão ou gato, saiba que, a partir de 1 de Outubro de 2004, tem de levar também um passaporte para o animal. Este documento deve ser pedido junto das direcções regionais de agricultura, não deverá custar mais de 1,5 euros e fornece informações sobre a vacinação anti-rábica, estado de saúde, exames e certifica que o seu amigo de quatro patas está legalizado. Se quiser viajar para o Reino Unido, Irlanda e Suécia, convém informar-se sobre todas as formalidades sanitárias exigidas, pois estes países têm normas rígidas quanto à entrada de animais. Para saber mais sobre normas de transporte em viagem, cuidados de saúde, etc., contacte a Sociedade Protectora dos Animais (21 342 38 5121 342 38 51) e a Liga Portuguesa dos Direitos do Animal (21 458 18 1821 458 18 18).

Não abandone os animais
O abandono de animais é alvo de punição legal. Os cães e gatos encontrados abandonados são recolhidos pelas entidades municipais e encaminhados para canis e gatis, onde permanecem durante um período mínimo de oito dias, à espera que sejam reclamados pelos donos. Se isso acontecer, e o dono for identificado, este terá de suportar as despesas de alimentação e alojamento, bem como o pagamento de eventuais coimas (entre 25 e 3740 euros, em 2004).
O animal ser-lhe-á entregue depois de ser submetido a algumas medidas médicas (vacina anti-rábica, se não estiver em dia) e de serem pagas as despesas referentes à sua estada.
Se os animais não forem reclamados dentro daquele período, poderão ser entregues a pessoas ou entidades que demonstrem ter os meios necessários à sua manutenção. Em último caso, serão abatidos.

Animais selvagens
Quem quiser adoptar um animal selvagem como animal de companhia tem de obter uma licença junto da câmara municipal, que só a concede se houver um parecer favorável do médico veterinário municipal da área de residência do interessado. Este parecer é obrigatório.
Convém não esquecer que muitas espécies de animais selvagens estão interditas, além de que é proibido o comércio de espécies em vias de extinção. A lista é extensa e inclui crocodilos, elefantes, ursos, lobos, veados, cobras, jibóias, víboras, serpentes, um elevado número de aves, felinos e primatas. Portanto, nunca será possível conseguir uma licença para ser proprietário de um destes animais. Aliás, a própria Convenção Europeia para a Protecção dos Animais de Companhia refere que deve ser desencorajada a adopção de espécimes selvagens como animais de estimação.
Conseguida a licença, o dono fica obrigado a tomar medidas de segurança reforçadas, nomeadamente em casa, de modo a que o animal não consiga fugir e a garantir a segurança das pessoas, de outros animais ou bens.
O dono terá, ainda, de afixar, no local onde está o animal, um aviso que alerte para a existência de um animal perigoso. Ainda que sejam detentores da licença acima referida, os donos de animais selvagens estão proibidos de os treinar no sentido de serem agressivos. Pelo contrário, a lei até sublinha que, desde que possível, devem procurar domestica-los. A licença pode ser suspensa sempre que as autoridades entendam que não estão reunidas as condições de bem-estar dos animais ou a segurança e a tranquilidade das pessoas, de outros animais ou bens. Caso um destes animais ameace seriamente a segurança de pessoas ou de outros animais, a polícia tem permissão para o abater. Se a agressão se concretizar, o animal é levado para um centro de recolha oficial, a expensas do dono, sendo, em princípio, abatido. Além disso, os donos poderão ser condenados a pagar uma indemnização aos lesados, por danos materiais ou morais.
Em situações extremas, em que o dono incite o animal à violência, poderá considerar-se que se trata de uma prática criminosa, com as consequências que isso acarreta (por exemplo, ser condenado, nos casos mais graves, a pena de prisão). Obviamente, todas estas situações terão de ser decididas em tribunal (pagamento de indemnizações e condenação pela prática de um crime).

Violência sobre os animais
A lei não visa só proteger as pessoas de eventuais agressões ou problemas causados pelos animais. Na verdade, proíbe também qualquer acto que conduza à morte, provoque lesões graves ou sofrimento cruel e prolongado aos animais. É, igualmente, interdita a promoção de lutas entre animais. Lamentavelmente, é do conhecimento público a existência de lutas de cães, alimentadas por um sistema de apostas, como meio de divertimento para muitas pessoas!
Espera-se que as autoridades ponham cobro a estas infelizes iniciativas e que as sanções previstas na lei sejam, efectivamente, aplicadas. Quem assistir a uma situação em que um animal de estimação seja vítima de maus-tratos, esteja envolvido em lutas ou em qualquer outra actividade que lhe provoque dor ou sofrimento pode (e deve) apresentar queixa.
Onde denunciar
Para denunciar casos de pessoas que detêm ou comercializam animais interditos ou, ainda, que exercem violência sobre os animais, poderá contactar:
Direcção-Geral de Veterinária - linha azul: 21 323 96 9621 323 96 96, ou, simplesmente, a polícia.
 
O MAIS IMPORTANTE É TRATAR O SEU ANIMAL COM A DIGNIDADE QUE ELE LHE MERECE E LEMBRAR-SE QUE NÓS TEMOS AMIGOS, TIOS, MÃES, ETC.
E ELE SÓ O TEM A SI!!!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Beneficios da esterilização/castração em gatos

A esterilização/castração de gatos traz vantagens e desvantagens em termos de saúde e atenua o comportamento relacionado com o cio nestes animais. É uma operação rotineira, mas não deixa de envolver os riscos que acarretam uma cirurgia. Com vantagens para a sociedade e para o dono, cabe a este ponderar sobre os aspectos positivos e negativos de uma esterilização/castração no gato.

Superpopulação

 
 

O número de gatos disponíveis para adoção é bastante mais elevado do que o número de pessoas dispostos a adotá-los. Para evitar que cada vez mais gatos sejam eutanasiados em gatis, é necessário diminuir a taxa de reprodução dos gatos.

O problema da elevada taxa de reprodução dos gatos não está apenas ligada aos gatos de rua. A verdade é que os gatos domésticos entram muitas vezes em contacto com estes, gatas e gatos que fogem de casa na altura do cio ou mesmo que vivem em estado de semi-liberdade, alimentados por um humano, mas com acesso livre ao exterior.

Assim, torna-se responsabilidade dos humanos fazer o que está alcance para assegurar que o seu gato não vai contribuir para o aumento deste problema. Em casos extremos, uma gata pode ser responsável por mais 2000 gatos na família, em apenas dois anos, segundo a Sociedade Mundial para a Proteção dos Animais (WSPA).

Mesmo que o seu gato(a) não esteja em contacto com animais de rua, ao cruzá-lo(a) está na mesma a contribuir para este problema. Existem várias ninhadas de gatos disponíveis desde os primeiros dias para adoção. Ao reproduzir o seu animal, vai estar a ocupar lares de adotantes de gatos que poderiam ser utilizados pelos gatos cuja reprodução não foi possível impedir.

A esterilização/castração é uma forma eficaz de impedir que o número de gatos para adoção aumente, diminuindo assim o número de gatos abandonados nas ruas e o número de animais abatidos em gatis.


Benefícios para o dono


A esterilização/castração altera o comportamento do gato, mas apenas aqueles diretamente ligados com o seu instinto sexual. Assim, nas fêmeas, comportamentos ligado ao cio,  tais como os miados, e, nos machos, a marcação de território deixam de existir ou são atenuados.

É normal que os gatos se tornem mais calmos, embora a esterilização/castração não afete o temperamento que o gato exibe no quotidiano, ou seja, o gato não vai deixar de gostar de brincar, por exemplo.


Benefícios para o gato


Porque muitos donos, minoram os benefícios sociais e pessoais da esterilização/castração do seu gato, é importante realçar que este procedimento tem benefícios para o animal.

Os machos tornam-se mais calmos e menos agressivos para com outros gatos. Este aspeto é muito importante se o gato tiver acesso ao exterior ou se conseguir fugir de casa. As lutas entre machos são a principal forma de transmissão de muitas doenças incuráveis como a leucemia ou a SIDA felina.

Nas fêmeas, a esterilização poupa-as ao stress provocado por cios que não terminam em cópula. Existem também doenças sexualmente transmissíveis nos felinos e uma gata com cio que foge de casa traz geralmente complicações, e uma provável gravidez.

Para além destas vantagens em termos de comportamentos mais seguros, o principal facto que leva os donos a adotarem pela esterilização é mesmo as vantagens em termos de saúde.

Os tumores mamários estão entre os três tipos de tumores mais comuns nas gatas e são, quase na totalidade dos casos, malignos. A esterilização reduz a probabilidade do desenvolvimento deste tipo de tumores porque impede as alterações hormonais que surgem na gravidez que podem contribuir para a formação destes nódulos. Quanto mais cedo for feita a esterilização, menor é o risco de desenvolvimento de tumores mamários. Se a esterilização for mesmo feita antes do primeiro cio, a probabilidade de se formarem tumores é quase nula.

Outras doenças podem também ser evitadas nas fêmeas:
  • a piometra, inflamação no útero, comum nas gatas idosas e que pode ser fatal se não for feita a esterilização;
  • outros tumores, tais como no útero e ovários.

Nos machos, a possibilidade de se desenvolverem tumores nos testículos é eliminada, já que estes são removidos.


Desvantagens


Há contudo desvantagens que é igualmente importante saber, para se poder tomar uma decisão informada.

Os gatos esterilizados/castrados necessitam de ver a sua dieta alterada, uma vez que ao tornarem-se menos excitáveis e mais calmos, podem tornar-se obesos, se a quantidade de ração não for diminuída. Esta desvantagem pode ser controlada pelo dono com a ajuda do veterinário e há muitos exemplos de animais que não engordaram significativamente depois da operação.

A esterilização/castração não deixa de ser uma operação e por isso envolve todos os riscos de uma cirurgia. Contudo é já uma cirurgia rotineira e comum, o que faz com que haja muitos veterinários com bastante prática neste campo. Assim, certifique-se de que escolhe um veterinário competente em quem sente confiança.

A esterilização quando a gata está no cio ou quando se encontra nos últimos dias da gravidez envolve riscos acrescidos. Alguns veterinários preferem esperar algumas semanas para realizarem a cirurgia.

Todas as operações custam dinheiro. A esterilização/castração não é uma operação muito cara, já que se tornou bastante banal. O preço situa-se entre os 150 e os 350 euros, conforme o tipo de anestesia, pontos e materiais incluídos.

Uma cirurgia implica sempre cuidados pós-operatórios e a esterilização/castração não é diferente. Caso haja a aplicação de pontos externos, deve colocar na gata um colar isabelino, roupa, ou um penso preso com rede, conforme se justificar, para que a gata não consiga chegar aos pontos com a boca. Com pontos absorvíveis pelo sistema, não é necessário preocupações acrescidas para além de administrar a medicação oral.


Os animais geralmente regressam a casa no mesmo dia em que é feita a operação ou no dia seguinte. Os gatos geralmente recuperam bem do procedimento e muitos mostram-se ativos no dia seguinte.

A esterilização/castração é uma decisão irreversível que não dá por isso azo a arrependimentos. Informe-se sobre o que é melhor para si e para o seu gato. Procure falar com pessoas que já esterilizaram/castraram o gato para saber como correu a experiência de cada uma. O veterinário é quem melhor consegue informar sobre tudo o que envolve esta cirurgia, por isso não deixe de lhe expor todas as suas dúvidas.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Crueldade em Portugal; Queima do gato



As noticias são chocantes e os vídeos deixam-me sem palavras. Estou horrorizada!

Como é possível as mentalidades da época medieval persistirem até hoje?!

Se queriam continuar com a festa e tradição usavam um boneco de peluche e queimavam-no!

Espero que a justiça seja feita e a lei aplicada.

Seguem os links das noticias e uma petição publica que aconselho a assinarem. Agradeço, desde já, em nome dos gatos.


 

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT77607

sábado, 13 de junho de 2015

O meu gato Sabichão




Era uma vez… o gato Sabichão. Sabichão de nome mas com muita sabedoria também.

Sabichão foi o meu primeiro gato. O primeiro de muitos pois foi graças a ele que eu me apaixonei por estes seres peludos, ronronantes e muito inteligentes.

Quem diz que os gatos são independentes, traiçoeiros e que não gostam do dono é porque nunca viveram com um. Gatos são enigmáticos, místicos, telepáticos, sensíveis, sensitivos, leais, determinados, sedutores, amáveis, protetores, … e não vou continuar porque nunca iria conseguir elogiar suficientemente, estes seres maravilhosos.

 

Mas vamos conhecer a história do Sabichão:

Foi numa tarde de sábado que ouvi um miar tão delicado que pensei que fosse de um gato bebe! Procurei por trás do muro de pedra mas não encontrei nada! Vasculhei todos os recantos entre vasos de fetos e as plantas da minha avó mas não encontrei nenhum gato. Passados alguns minutos voltei a ouvir o tal miado. Mas onde estará o gato? A curiosidade foi mais forte que eu deixei os meus brinquedos e passei a tarde toda a procurar o gato. Mas em vão! Não encontrei o dono daquele miar tão doce e delicado. Que cor teria o seu pelo? Com aquela vozinha só podia ser uma gatinha jovem ou bebe! Queria tanto ter um gato. São tão fofos! Mas a minha mãe e a minha avó não iriam permitir.

Vou pedir à minha avó:

- “Vó”, anda um gatinho a miar aqui perto. Posso ficar com ele? Posso?!

Qual foi o meu espanto quando a minha avó respondeu:

- Aquele gato preto e grande que anda aí?! Deve andar cheio de fome, coitado. Tentei-lhe dar de comer mas ele foge de mim. Já é burro velho mas dava jeito para apanhar uns ratos.

Fiquei chocada e alegre ao mesmo tempo. A minha avó não se importava que eu ficasse com o gato e já tinha uma aliada para convencer a minha mãe, mas…estaríamos a falar do mesmo gato? Aquela voz doce e suave seria do…”burro velho”? Mas também não importava. Eu ia ter um gato, novo ou velho, era um gato e já ia ter com quem brincar depois de chegar da escola.

Mas como iria conquistar o gato? A minha avó disse que ele fugia dela, então também iria fugir de mim. Tinha que ser paciente e iria conseguir conquistar o gato. Ele precisava de comida e eu precisava de um amigo.

Esperei que anoitecesse e como era uma noite de verão estava uma temperatura agradável para estar fora de casa. Deitei-me na eira da casa velha e fiquei a ver as estrelas. Ouvia os grilos, as cigarras e as rãs a poucos metros de mim. O chão ainda estava quente e…que sono.

Quase adormecia!

-Miau, miau.

Estaria a sonhar? Estava a ouvir o miar do gato! Mas onde estaria ele? Levantei-me num salto e vi uns enormes olhos que brilhavam no escuro. Não via o gato. Só via aqueles olhos fixos em mim.

- Bxbxbx, gatinho anda cá. Bxbxbxbx.

E foi neste momento que a minha vida mudou. Um enorme gato de um pelo brilhante e preto aproximou-se de mim e deu-me uma torrinha. O reflexo do seu pelo na luz da lua cheia, transportou-me para um ambiente mágico. Não parecia um gato real e parecia-me tão grande! Eu senti que ele estava ali para ser o meu amigo e protetor. Não precisamos de mais nada e a nossa amizade foi selada com um olhar. Dei-lhe os restos de carne que tinha guardado do jantar com a esperança que ele aparecesse e devorou-os como se já não comesse há semanas!

Peguei nele e apertou-se contra mim, como se estivesse a agarrar-se para salvar a vida e ficamos ali por horas como se o mundo também fosse acabar.

Entretanto o meu pai veio chamar-me para ir para a cama. O gatinho ficou lá mas eu sabia que não mais iria embora. Eramos amigos inseparáveis.

Antes de me deitar ainda estive a arrumar os meus brinquedos mas já só pensava no meu novo amigo. Que nome dar ao gatinho (gatão)? Estava a fechar a caixa do meu jogo preferido e o nome lá estava em letras garrafais na caixa do meu jogo: SABICHÃO. Ora nem mais, então ele não era mesmo um gatão com ar de sabichão?!

Sabichão acabou por ser adotado pela minha família mas, num ambiente rural na década de 1970, os gatos ainda viviam fora de casa. Eu não achava justo mas antes ter um gato no pátio do que não ter nenhum. Mas o Sabichão sabia bem viver a vida e era tão inteligente que sabia exatamente quais os dias que eu não ia à escola. Nesses dias, subia pela ramada de videiras que cobria o pátio da frente da casa e batia nos vidros da janela do meu quarto. Eu abria a janela e, sem que ninguém o visse, ele vinha para a minha cama e passávamos toda a manhã a dormir enroscados. Uhm! Como era bom aquele ronronar do Sabichão. Foi dos melhores sons da minha infância e ainda agora é o que mais me acalma e relaxa. Nunca devemos subestimar o valor de um ronrom! Por vezes ele fazia-me massagens com as suas patinhas. Parecia que estava a amassar pão! Era tão fofo. Os seus olhos transmitiam uma calma e serenidade como eu nunca vi em outro animal, quer humano ou não.

Mais tarde vim a descobrir os gostos gastronómicos, nada normais, do meu gato: gostava de melão, refrigerantes, iogurtes, fiambre, queijo, manteiga, qualquer tipo de peixe e…muita carne! Numa época em que a informação sobre gatos era quase inexistente e nem se ouvia falar em rações, eu dava tudo o que o meu gato queria, e gostava, sem ter a mínima noção que poderia estar a dar-lhe algo que lhe fazia mal!

Uma das atividades preferidas do Sabichão, e que ainda hoje me surpreende, era ir buscar-me à escola…sozinho!

Sim, sozinho. Eu estava na primeira classe quando o adotei e nos primeiros dois anos ele esperava por mim em casa. Embora soubesse exatamente a hora da minha chegada (devia ter um relógio na barriga, ou será que sabia ver as horas no sol?!), ficava sentado por trás da portaria (uma enorme porta de madeira que permitia a entrada para o pátio da casa) à minha espera. Era só vê-lo rebolar no chão quando me via. É claro que tinha logo que lhe pegar ao colo e enche-lo de festas. Mas certo dia, estava já eu na terceira classe (o terceiro ano dos tempos de hoje) quando ao sair da escola, vejo um gato preto sentado no muro de um pinhal que havia ao lado da escola. Não o reconheci logo mas algo me alarmou; seria o Sabichão?! Não, não podia ser. A escola ficava a dois quilómetros de casa e se já não era um percurso fácil para uma criança de oito anos fazer sozinha , muito mais difícil seria para uma gato de…nem fazia ideia da sua idade! Vou chegar mais perto…ai! É mesmo o Sabichão! Mas como conseguiu ele vir até aqui? Como ele descobriu o caminho? Será que me perseguiu pela manhã? E terá ficado tantas horas à minha espera? As respostas a estas perguntas ele nunca mas deu e ainda hoje me pergunto como foi possível! Mas o Sabichão era mesmo sabichão e tinha lá as suas artimanhas para descobrir tudo. Era um sobrevivente e a sua história de vida era desconhecida para mim.

Durante dois anos assim foi; o gato Sabichão estava todos os dias, à hora certa, sentado no muro de pedra do pinhal da escola. Não se chegava para perto do recreio pois acho que ele tinha medo dos outros meninos, mas quando me via, corria para mim e eu trazia-o ao colo até casa.

Quanto tempo demorava ele a chegar lá e como o fazia eu nunca soube mas quer estivesse chuva, quer estivesse sol, o Sabichão lá estava. Nos períodos de fim de semana ou férias, mantinha-mos o nosso segredo: dormia comigo escondido da restante família.

O Sabichão deixava-me com o coração pequeno, de hora a hora, com os seus grandes olhos verdes e o seu miuup: um som muito mais suave do que um miado normal, mas que, mesmo assim, conseguia excitar sonoramente as fibras do meu coração.

Não consigo lembrar-me de muitas revelações sobre a minha vida quotidiana que pudessem fazer-me sentir mais à deriva do que se alguém tivesse encontrado uma forma de medir o QI dos gatos e descobrisse que o Sabichão era um génio. Ele não se limitava a deixar, alegremente, que o universo girasse à sua volta, como muitos gatos. Examinava cada molécula dele, intensa e ansiosamente.

Quando trepava para o meu peito, não esperava meias-medidas. Queria a minha atenção e devoção totais. Num certo sentido, era ótimo: era, poderíamos dizer, o mais majestático dos gatos.

Sabichão sempre teve uma vida amorosa muito diversificada mas eram só casos de umas noites. Embora os gatos pretos, bem à imagem do Sabichão, tivessem proliferado que nem ratos por toda a região, o seu verdadeiro amor foi Ritinha.

Ritinha era uma gata com um pelo em tons de cinza e às riscas que nem uma tigresa. Mas de tigre só tinha o aspeto! O seu nariz era de um castanho alaranjado e os seus lábios, tal como os olhos pareciam que tinham sido delineados num tom quase preto. Os olhos eram tão doces e a sua personalidade era tão calma e afetuosa que fizeram dela a senhora do coração do nosso Sabichão. Era uma gata muito franzina e delicada, de bons modos e que foi lentamente entrando em casa como se não quisesse impor a sua presença mas sim ganhar um pequeno lugar no aconchego do lar.

O Sabichão fez todos os esforços para se dar bem com outros gatos, ao longo da vida, mas não podia fugir ao facto inevitável de eles estarem intelectualmente abaixo dele. Teria encontrado finalmente o gato – uma gata, ainda por cima- com quem ele poderia ter os debates culturais e políticos por que ansiava tanto? A imagem dos dois sentados na soleira da porta, como um par de mochos que tudo sabem, era quase inevitável.

Estabeleceram uma ligação próxima e talvez a tenha aceitado como companheira devido ao facto de Ritinha ter uma deficiência física (não tinha a patinha dianteira esquerda) e ser uma rejeitada pelos demais. Talvez tivesse nascido assim, ou tivesse sido atropelada ainda jovem, ou… não sei! Já a conheci assim!

Cheguei a vê-lo saltar sobre ela, como um gatinho, sem duvida numa tentativa de a incitar à brincadeira. Dormiam juntos em caixas de papelão que encontrassem vazias e qualquer  bola de papel enroscado servia como brinquedo para horas de folia.

Foram muito felizes juntos, percorrendo os campos em busca de toupeiras, grilos e outros bicharocos que adoravam caçar. Muitas vezes fui presenteada com alguns cadáveres de caça, na soleira da porta. Eu sei que me ofereciam como recompensa do aconchego e alimento que lhes proporcionava mas cadáveres de animais…blaaaar!

Certo dia, Ritinha subiu a uma arvore e depois de estar bem no alto, não conseguia descer. Talvez por medo, ou talvez, por limitações motoras, ela ficou bem na ponta de um ramo da arvore que era quase impossível de alcançar por um humano.

Desde escadas (que não me conseguiam levar até ao sitio onde Ritinha estava!), até a oferta de guloseimas como forma a incentiva-la a descer sozinha, nada resolveu o problema. Depois de horas em cima da arvore e com a noite quase a chegar, entrei em pânico sem saber o que fazer. Era um dia de inverno e se a gatinha passasse a noite em cima da arvore iria pela certa ficar muito doente ou até talvez não sobreviver. A única hipótese seria chamar os bombeiros para que com as suas enormes escadas alcançassem a Ritinha. Mas quando telefonei para os bombeiros riram-se de mim e disseram que não se iriam deslocar para tirar um gato de uma arvore, nem que lhes pagassem!

Horas e horas de dilema, choro e pânico e a noite estava cada vez mais próxima!

Durante todo este tempo, Sabichão observava o meu desespero e ansiedade sem qualquer reação. Mantinha-se sentado de frente para a arvore sem nada fazer.

Pedi ajuda ao meu pai e aos vizinhos e já uma pequena multidão estava debaixo da arvore.

Os palpites eram mais que muitos: “Ela vai cair.”, “ Se passa aí a noite acaba por morrer.” , ”Não vai conseguir descer sozinha, falta-lhe a pata para se segurar!”…

Mas a noite não esperou e a escuridão começou a tornar aquilo que era difícil em algo impossível. Ritinha nunca se conseguiria salvar!

Jurei que passaria a noite ali debaixo da arvore, que não a deixaria sozinha e tive um apoiante; Sabichão. Ele ficou comigo, debaixo da arvore e com as temperaturas a baixar vertiginosamente durante horas.

Eram quase vinte e duas horas quando, com toda a sua calma e sapiência, Sabichão decidiu escalar a arvore e percorrer o fino ramo até chegar a Ritinha. Por momentos pensei que o ramo não iria aguentar com o peso de ambos  e que fossem cair, mas o milagre aconteceu!

Sabichão murmurou uns sons quase impercetíveis para os meus ouvidos e lentamente , de uma forma quase teatral, começou a descer a arvore. Atrás dele, seguia-se Ritinha que repetia todos os seus gestos como se de um espelho se tratasse. Em poucos segundos ambos estavam no chão; sãos e salvos. Levei-os para dentro de casa pois o frio cá fora já era quase insuportável.

Mais uma vez, o gato Sabichão era o meu herói. Nada, nem ninguém, merecia tanto a minha admiração.

A presença de Ritinha na vida de Sabichão foi excecionalmente marcante. Nunca tiveram filhos, talvez porque , penso eu, Ritinha seria estéril.

Quando terminei a escola primária, já o Sabichão tinha sido “atacado” pelos reflexos brancos  no seu magnifico pelo preto, e este já não era tão brilhante como outrora.

Nas nossas brincadeiras chamava-lhe Merlin pois o sabichão estava com barbas brancas. Ele nunca se importou e só queria um colo quentinho!

Os tempos e as mentalidades mudaram e o velhinho começou a ter autorização para viver dentro de casa. As suas artroses já não permitiam grandes caminhadas e passava quase o tempo todo a dormir. Cansado e velho mas sempre atento à sua dona que tanto o estimava.

Quando dormia ao meu colo, ronronava tão alto que eu tinha que aumentar o volume da televisão para conseguir ver os desenhos animados. Nesses momentos eu tentava imaginar a vida do Sabichão antes de ter chegado a minha casa. Penso que deve ter sido uma vida difícil pois era um mendigo sem casa ou comida. Quantas das suas sete vidas já teria perdido?

Nas suas orelhas podiam ver-se alguns golpes cicatrizados de antigas lutas de gatos. Pareciam um pouco como se tivessem sido ratadas por um grande coelho que as tivesse confundido com um par de pequenas folhas de alface preta, mas, apesar de os seus olhos serem impossivelmente tristes, também eram brilhantes e o seu pelo era muito mais sedoso do que quando o encontrei pela primeira vez. Não tenho duvida que ganhou todas as lutas e conquistou muitas gatas.  Era um belo exemplar da espécie felina. Grande, forte, não gordo mas musculado. Agora era um rei no nosso mundo, por vezes tão secreto.

Quando adotei o Sabichão, já ele me parecera um animal com um passado sombrio que viveu diversas vidas. E agora estava ali, ainda a meu lado. Nenhum ser vivo passara mais tempo na minha companhia desde então e tenho a certeza de que ele poderia dizer-me muito mais sobre mim, e como mudara, do que eu própria. Por vezes, levantava os olhos dos meus trabalhos de casa e encontrava-o a olhar-me interrogativamente e perguntava-me há quanto tempo ele se encontrava ali sentado.

O Sabichão tivera sempre uma postura perfeita, quase de balé, que contrariava os seus ossos velhos. Nunca fora um gato mandrião ou desmazelado, mas, quando me avaliava, sentava-se quase sempre de uma forma particularmente atenta, com as costas direitas, as patas meticulosamente dispostas à sua frente, como se não se limitasse a estar a olhar na minha direção, mas achasse que estava a realizar uma tarefa e tencionasse faze-la bem.

Penso que ele passou a vida a recolher dados sobre a fraqueza humana. Vira-me crescer e testemunhara as minhas más decisões e as boas também. Conhecia-me melhor que ninguém e tenho a sensação de que ele me teria dado bons conselhos se tivesse a capacidade de falar. Poderia, inclusive, ter sido capaz de me dizer o meu futuro, mas não acho que quisesse faze-lo, porque isso iria anular o objetivo e minar o valor da vida.

A minha relação com o Sabichão era única: não se tratava tanto de um vínculo com um gato como do tipo de ligação que poderia ter com um amigo mudo mas sim de sentir duas vezes cada emoção de uma forma aguda.

Cada vez que eu estava triste era ele que me consolava com lambidelas, ronrons e torrinhas. Nem  precisava de chorar pois ele sentia o que me ia na alma e o meu olhar era o suficiente para despertar no Sabichão todo o tipo de reações de carinho.

O Sabichão foi sempre de uma lealdade indiscritível. Tenho a certeza que ele percebeu que fui eu que o tirei das ruas e da fome, e toda a sua vida foi-me grato.

Quando ele chegava ferido das lutas com outros gatos, eu desinfetava-lhe as feridas com uma solução de iodo. Ele detestava mas acabava por permitir os curativos pois sabia que era importante para ele e que mais tarde iria sentir-se melhor.

Acabou por ganhar um ódio de morte à solução de iodo e mal via o frasco já fugia.

Aos meus onze anos o meu pai teve um acidente de carro e acabei por ficar com vários ferimentos que embora superficiais precisavam de curativos constantes.

A minha mãe desinfetava-me os cortes e arranhões da pele com a solução de iodo e tudo correu maravilhosamente até que durante um dos curativos, o Sabichão entrou no quarto. Quando viu o frasco da solução de iodo entrou em estado de pânico e a situação piorou imenso quando se apercebeu que me estavam a colocar aquilo na pele! O choque foi tal que eriçou o pelo, encurvou as costas, esticou as orelhas para trás  e começou a rosnar para a minha mãe. Ela continuou o curativo e sem se aperceber do estado do gato.

Não associei de imediato o facto de ele pensar que a minha mãe me estava a magoar e nunca me passou pela cabeça que ele pudesse vir realmente a atacar, mas assim foi. Num salto maior do que eu supunha que ele conseguiria dar,  aterrou no braço da minha mãe com unhas e dentes e só parou de morder quando a minha mãe largou o frasco da solução de iodo.

O braço dela ficou bem feio e precisou de cuidados profissionais mas mesmo assim o Sabichão

não foi castigado pois tínhamos consciência que ele só o fez para me proteger; sabíamos que ele associava o frasco da solução de iodo à dor e o que aconteceu foi inevitável.

Um dia estranhei o Sabichão não estar em casa e comecei a ficar preocupada quando não voltou para casa à noite. No dia seguinte também não apareceu! Comecei a procurar por todo o lado pois sabia que ele já não teria muito tempo de vida. As minhas buscas foram em vão. Nunca mais encontrei o Sabichão. Ele quis que eu tivesse boas lembranças dele e não me deixou ver o seu fim. Ainda hoje sonho que o Sabichão vai voltar para mim, como D. Sebastião vindo com o nevoeiro. Não era um gato castrado, por isso deve ter tido muitos descendentes por aí mas nunca encontrei outro como ele. Três décadas depois e muitos, e muitos, gatos depois, escrevo esta história para que todos percebam como é maravilhoso ter um amigo de carne e osso, e muito pelo. O Sabichão mudou para sempre a minha vida!

É pena que não haja fotografias do meu querido Sabichão mas jamais o esquecerei. Quem sabe se um dia gravarei permanentemente na minha pele a sua imagem e ficará para sempre comigo?

Não há menor duvida de que merece um tributo com alguma permanência, porque foi um bom amigo, uma tão grande inspiração: um gato que aguentou as coisas duras da vida.

Talvez ele tenha passado por uma fase em que teve a capacidade de ser um pouco arrogante e indiferente, ou talvez os seus olhos tenham visto demasiado cedo para que isso fosse possível e depois tenha continuado a ver mais. Pergunto-me se , caso ele tivesse tido a oportunidade de fazer tudo de novo, de um modo diferente, se a teria aproveitado. Talvez não. Sim, poderia ser mais novo, e não ter cicatrizes. Poderia ter a confiança para subir a uma arvore a grande velocidade ou arrancar a cara de uma ratazana. E isso seria ótimo para ele, sob muitos aspetos. Mas que sabedoria perderia ao fazê-lo? Que enigma, que estratos? Seria tão caloroso e tão interessante para ter por perto?

E - ainda mais fundamental - poderia continuar a dizer que era , verdadeiramente , O gato Sabichão?

Diz-se por aí que há um lado do céu que se chama a Ponte do Arco-íris e que quando os animais que foram muito próximos de alguém morrem, vão para lá.

Há campos e colinas para que todos os animais nossos amigos possam correr e brincar e não falta comida ou água, nem sol. Todos os animais que estiveram doentes e velhos reencontram a saúde e o vigor. Aqueles que sofreram acidentes ou foram mutilados estão inteiros e fortes novamente, tal como os relembramos quando sonhamos com os dias passados.

No entanto há um pequeno senão que impede que sejam totalmente felizes. Sentem uma grande saudade de alguém muito especial que deixaram para trás.

Todos correm e brincam juntos mas chega o dia em que um deles subitamente pára e olha para longe. Os seus olhos brilhantes estão fixos, o seu corpo treme de ansiedade e começa a correr, afastando-se do grupo e voando sobre a relva verde.

O dono foi reconhecido e , quando o dono e o seu amigo especial finalmente se encontram, a alegria é imensa, prometendo um ao outro que nunca mais se separarão. Então, os dois atravessam a Ponte do Arco-íris.

Sei que o Sabichão está à minha espera e um dia eu pegarei nele ao colo e, como naqueles tempos em que ele ia buscar-me à escola, vamos atravessar juntos a ponte do Arco-íris.
 
 
                                                                                                      Maria Irene Reis e o gato Sabichão

 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

53 curiosidades sobre gatos



  1. Os gatos puros brancos com olhos azuis são muitas vezes propensos à surdez
  2. Os gatos usam os bigodes para medirem as distâncias
  3. Um cérebro de um gato tem mais similaridades com o cérebro humano do que o de um cão
  4. Os gatos andam com os dedos
  5. O padrão do nariz de um gato é tal e qual a impressão digital de um humano, é único
  6. À noite, os gatos veem 6 vezes melhor do que os humanos
  7. Os gatos necessitam de 5 vezes mais proteína do que os cães, por isso, não se deve dar comida de cão a um gato
  8. Os gatos passam cerca de 30% do tempo a limparem-se e a pentearem-se
  9. Um gato salta 5 vezes a sua altura
  10. Um gato tem 11,6% mais ossos do que um ser humano
  11. Um gato tem cerca de menos 23% de músculos do que um ser humano
  12. Um gato tem mais vértebras na sua coluna do que um ser humano
  13. Cada orelha de um gato tem 32 músculos, enquanto a de um ser humano tem apenas 6
  14. Uma orelha de gato roda 180 graus
  15. Um gato tem uma audição mais sensível do que a dos humanos ou cães
  16. O campo de visão de um gato é cerca de 185 graus e a sua visão periférica é cerca de 285 graus
  17. Um gatinho bebé abre usualmente os seus olhos por volta dos 7 a 10 dias de idade
  18. Um gatinho começa a ouvir cerca das 2 semanas de vida
  19. Um gato tem 80 milhões de células olfativas, enquanto um humano tem apenas 20 milhões
  20. Os olhos dos gatos existem em 3 formatos: redondos, epicânticos ou amendoados
  21. Os gatos têm 24 vibrissas (bigodes)
  22. Cada almofada de bigodes tem 4 filas
  23. Os gatos têm 30 dentes, enquanto os cães têm 42 e os humanos 32
  24. O maxilar de um gato não se movimenta lateralmente
  25. Quando bebem, os gatos sorvem o líquido para trás com a língua
  26. A cor dos olhos de um gatinho vai mudando à medida que o tempo passa
  27. Os gatos domésticos ronronam ao mesmo tempo que expiram e inspiram
  28. Os gatos têm 5 dedos nas patas da frente e 4 nas patas de trás
  29. O gato mais pesado até hoje pesava 20 quilos (o peso médio de um gato doméstico é entre 3 e 4 quilos)
  30. A temperatura normal de um gato é de 38ºC
  31. Um gato inspira cerca de 20 a 40 vezes por minuto
  32. Um gato pode correr a 50 km por hora
  33. O pulso normal de um gato é 2 vezes mais rápido que o humano
  34. Os gatos usam a cauda para manter o balanço
  35. Cerca de 10% dos ossos do gato estão na cauda
  36. A raça Ragdoll é a maior raça, enquanto a Singapura é a menor
  37. Um gato normal é 4 vezes maior do que um de raça Singapura
  38. A refeição média de um gato é equivalente a 5 ratos
  39. Os gatos foram domesticados há metade do tempo que os cães
  40. Ronronar nem sempre é um sinal de felicidade: um gato pode ronronar quando está com dores
  41. A gestação de uma gata dura 9 semanas
  42. Uma gata fêmea pode atingir a sua maturidade sexual entre os 6 a 10 meses de idade
  43. Durante o período reprodutivo da vida de uma gata, uma fêmea pode ter mais de 100 gatinhos
  44. Os gatos recebem um sentido de segurança através da voz do dono, por isso, deve-se ter atenção ao tom da voz (um gato percebe se estiver a gritar com ele, no entanto, isso não significa que ele se interesse)
  45. Um gato com 10 anos de idade corresponde a 50 anos de vida humana
  46. O tempo de vida médio de um gato doméstico é de 16 anos
  47. O gato mais idoso até hoje foi um gato russo que morreu em 1939, um dia depois do seu 36º aniversário
  48. Há um ditado que diz que quando um gato dorme com as 4 patas enroladas debaixo do corpo, vem aí muito frio
  49. O gato era um animal sagrado no antigo Egito – matar um gato era punido com a morte
  50. Os antigos egípcios foram o primeiro povo a domesticar os gatos
  51. Os antigos egípcios rapavam as sobrancelhas como sinal da morte de um gato
  52. O temperamento de algumas raças de gatos como o Bengala, Birmanês ou Ocicat, entre outras, é semelhante ao do cão, estes gatos são mais propícios a treinos como o sentar, ir buscar, rebolar...
  53. As famílias de gatos funcionam melhor em números pares, gatos e gatinhos devem ser adotados em pares, sempre que possível

domingo, 3 de maio de 2015

Gato da catedral de Wells acusado de atacar cães



Louis, um idoso gato amarelo já com uns respeitáveis 17 anos, está a deixar em pânico aqueles que passeiam os cães em redor desta catedral da região de Somerset. É que, segundo os relatos, o pequeno felino ataca inesperadamente os cães, independentemente do seu tamanho.

Segundo uma das testemunhas, que costuma passear os seus cães naquela zona, o gato transforma-se num verdadeiro leão e ataca repetidamente os cães, atirando-se à sua cabeça feroz e loucamente.

Mas os cães desta testemunha parecem não ser os únicos a já ter sido atacados, uma vez que há muitos outros relatos de situações similares. Louis, que é conhecido pela sua pacatez no relacionamento pelos humanos, é tido pelas testemunhas como uma agressiva bola de pelos, quando se trata de «negócios» com cães.

Já no interior da catedral, onde o gato reside, tudo parece ser extremamente pacífico, já que este faz festas a todos e dorme tranquilamente enquanto o dia decorre, entre os visitantes e fieis que ali se deslocam.

O caso já está ser acompanhado pelos responsáveis da catedral e pelas autoridades locais, perante a indiferença do gato Louis, que age como se nada fosse com ele.

sábado, 25 de abril de 2015

Musica para gatos



Investigadores americanos das Universidades de Maryland e do Wisconsin compuseram músicas especificamente para gatos, com o objetivo de acalmar os pequenos felinos através desta arte. O projeto recebeu o nome de «Music for Cats».

Para perceber o tipo de música de que os pequenos felinos pudessem gostar, os envolvidos no projeto gravaram as vocalizações de vários gatos e, a partir dessas gravações, começaram a compor.

Houve algumas regras que foram seguidas, tendo por base pormenores que nos humanos se sabe terem influência nos seus gostos, como por exemplo o batimento cardíaco. Depois, foi uma questão de oitavas acima ou abaixo, até tudo estar afinado. Já com estes critérios mais ou menos definidos, as músicas tentaram imitar, por exemplo, o ronronar, ou outros sons característicos dos nossos pequenos amigos felinos. Uma dessas músicas recebeu o nome sugestivo de Spook`s Ditty («Cantiga do Fantasma»).


Depois de parte significativa do projeto estar realizado, era necessário perceber se os gatos gostavam daquilo que os cientistas compositores tinham escrito. Para isso, recorreram a 47 «voluntários» felinos que foram convidados a ouvir as músicas pensadas para si e outras pensadas para humanos, recorrendo a peças de música clássica, de Bach e de Fauré. Se os gatos ficaram, na sua totalidade, indiferentes à música para humanos, a verdade é que quando ouviram as músicas que foram criadas especialmente para si começaram a reagir. Primeiro, mostraram sinais de estar alerta, mas depois aproximaram-se dos alto-falantes e alguns deles começaram mesmo a esfregar-se nestes. Segundo os investigadores, este tipo de música pode acalmar os gatos e torná-los mais sociáveis, podendo também por exemplo ser passadas em abrigos para gatos ou clínicas veterinárias, onde normalmente os animais estão em grande «stress».

Esta não foi a primeira aproximação à realização de música para animais, pois já antes foram realizadas investigações semelhantes com cães e com símios de várias espécies.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Retire os guizos das coleiras



É praticamente impossível encontrar uma coleira de gato que venham sem um guizo pendurado. E por facilidade ou convenção a maioria das pessoas acaba deixando ele ali, algumas até acham legal o barulhinho para “saber onde o gato está”.
Agora, do ponto de vista do gato… isso é a pior coisa do mundo! Como caçadores, eles não podem deixar a presa saber onde estão ou perdem o almoço. Como presa, não podem deixar o predador saber onde estão ou eles é que viram almoço. Por isso eles amam esconderijos, túneis, armários, gavetas, caixas e são tão bom nos famosos passos de ninja: porque são adaptados para serem “invisíveis”.
O guizo vai totalmente contra toda essa natureza dos gatos, e por mais que muitos não demonstrem, a coisa pode ir aos poucos transformando-os em animais frustrados e nervosos. Pense se fosse com você: cada passo seu faz um barulhinho bem perto da sua orelha, você pode até desistir de tentar tirar o guizo do próprio pescoço, mas não quer dizer que não incomoda, não é?



Então para que serve esse negócio?
Pois é, se está em todas as coleiras deve ter uma utilidade, não? Bom, ele tinha. A ideia do sino no pescoço do gato é tão antiga que está até numa fábula de Esopo, e ela dá uma boa dica da função original do guizo:
A ASSEMBLEIA DOS RATOS – Fábula de Esopo
Era uma vez uma colônia de ratos, que viviam com medo de um gato. Resolveram fazer uma assembleia para encontrar um jeito de acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim, um jovem e esperto rato deu uma excelente ideia:
-Vamos pendurar uma sineta no pescoço do gato e, assim, sempre que ele estiver por perto ouviremos a sineta tocar e poderemos fugir correndo.
Todos bateram palmas; o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um velho rato disse:
– O plano é inteligente e muito bom. Só falta uma coisa: quem vai pendurar a sineta no pescoço do gato?
Moral da história: Falar é fácil, fazer é difícil.
…e a moral do guizo é: ele salva animais inocentes das garras de gatos que ficam soltos na rua (e evita “presentes” ensanguentados no seu lençol).
Ou salvava. Uma pesquisa da instituição britânica British Trust for Ornithologists (BTO) mostrou que com o tempo os gatos aprendem a caçar sem soar o guizo, e que para ele continuar sendo eficiente o modelo precisaria ser trocado periodicamente.
Mas a BTO tem uma solução melhor para manter pássaros vivos e gatos menos irritados: coleiras chamativas (sem guizo!) de cores brilhantes: laranja forte, rosa neon, que vão se destacar na paisagem e alertar os pássaros do perigo de maneira eficiente.
Algumas coleiras até refletem a luz de faróis e ajudam a evitar atropelamentos, um dos muitos riscos frequentes na rua. E a melhor parte é: o gato não vai ver a cor brilhante no pescoço dele, e vai continuar andando por aí da maneira como foi feito para andar, de maneira silenciosa. Todo mundo ganha :)
E claro que se seu gato vive seguro dentro de casa, não existe essa preocupação e você pode simplesmente tirar aquele guizo da coleira e usá-lo para fazer um brinquedinho!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Gata mais velha do mundo - 2015



A gata Tiffany Two, nascida em 13 de março de 1988 em San Diego, na Califórnia, foi reconhecida pelo Guinness, o livro dos recordes, como o "gato vivo mais velho do mundo".
A dona, Sharon Voorhees, conta que comprou a gata por US$ 10 em um pet shop quando Tiffany Two tinha seis semanas de vida. Apesar da idade, a gata ouve e enxerga bem e ainda consegue subir e descer as escadas sem ajuda.
Tiffany Two, cujo nome é uma homenagem a outra gata chamada Tiffany, que Sharon teve nos anos 1970, vive dentro de casa, mas passeia do lado de fora sempre que tem vontade.

                                                                    (Tiffany em 1988)

A gata recordista chegou a ficar dois anos sumida, antes de ser reencontrada pela dona. "Ela não tem medo de nada nem de ninguém. Passa bem ao lado dos cachorros, é muito decidida", diz Sharon.
A dona resolveu contatar o Guinness depois que sua irmã descobriu que o gato recordista até então tinha nascido em 1990.
Enquanto Tiffany Two tem o recorde de gata mais velha viva, o gato mais longevo de toda a história, nos registros do Guinness, viveu durante 38 anos e 3 dias. Creme Puff, como era chamado, morreu em agosto de 2005.

sábado, 4 de abril de 2015

Desparasitantes externos em gatos: cuidado!



A PERMETRINA é um composto sintético utilizado em inseticidas, para controlo de pulgas, carraças, piolhos e outros parasitas. Contudo, é uma substância extremamente TÓXICA para GATOS que pode causar a morte do animal, através da ingestão, inalação e contacto com a pele. Por isso:
- NUNCA use no seu gato pipetas ou coleiras que contenham permetrina, nomeadamente produtos para cães (Advantix, Pulvex, Scalibor,...);
- Leia SEMPRE cuidadosamente as embalagens dos produtos que aplica (champôs, pipetas, coleiras) para verificar se pode ser aplicado em gato
- Quando colocar pipetas no seu cão evite que o gato vá lamber o produto do pêlo do cão

Se o seu gato apresentar sintomas de intoxicação leve-o IMEDIATAMENTE ao veterinário para que seja administrado o tratamento mais adequado.

Sintomas de intoxicação por permetrina:

- Salivação excessiva
- Tremores
- Convulsões
- Dificuldade e até paragem respiratória
- Diarreia e vómitos
- Depressão ou aumento da excitabilidade
- Febre ou temperatura baixa
- Inflamação, descamação, quando o contacto é pela pele

sábado, 28 de março de 2015

24ª lição - fazer as necessidades na sanita



Gostava de não ter que limpar a caixa de areia do seu gato?
E se ele usasse a sanita?!
Não é difícil. Siga as instruções:
 
1 - Coloque a caixa de areia do seu gato perto na sua casa de banho por alguns dias para ele se acostumar a defecar no lugar novo.

 2 - Gradualmente, deixe a caixa de areia alguns centímetros mais alta com uma caixa ou mesa, até que esteja ao mesmo nível da sanita. Isso ajuda o seu gato a se acostumar a defecar num lugar alto.

 3 - Coloque a caixa de areia em cima da sanita, com a tampa levantada e o acento para baixo. Deixe lá até o gato se acostumar com o local.

 4 - Coloque uma bacia de metal ou bandeja dentro da sanita, certificando-se de que fique certa.

 5 -Encha a bandeja ou bacia de metal com areia de gato que possa ser eliminada pela descarga.

 6 -Gradualmente diminua a quantidade de areia na bacia de metal. Limpe a bacia sempre que seu gato a utilizar para reduzir o odor.

 7 -Encha a bacia de metal com um pouco de água quando estiver a usar pouca areia. Aumente o volume de água na bacia gradualmente.

 8 -Retire a bacia quando o seu gato estiver confortável para defecar a 2 cm da água. Deixe o gato defecar diretamente na sanita.

 

quarta-feira, 25 de março de 2015

23ª lição - Subir escadas



É uma excelente habilidade e bastante fácil de ensinar, especialmente se o seu gato já souber responder ao ponteiro. Siga os exercícios que se seguem e impressione os seus amigos com o seu gato que sobe e desce escadas!

1- Chame o seu gato para junto de um pequeno escadote e incentive-o a seguir o ponteiro pelos primeiros degraus. Assim que ele chegar ao ultimo, pressione o clicker e recompense-o. Tenha paciência, porque cada gato aprende ao seu ritmo.

2- Em seguida, com o ponteiro, faça-o descer o escadote. Quando ele chegar ao solo pressione o clicker, recompense-o e elogie-o.

3- Pratique este exercício durante vários dias e lembre-se de fazer sempre sessões positivas. Assim que ele já subir e descer as escadas sem problemas, introduza a ordem "sobe". Sempre que ele subir vários degraus de seguida, pressione o clicker e recompense-o.

sábado, 21 de março de 2015

22ª lição - Busca

 
 


Se tem estado a cumprir as tarefas com o clicker até aqui, já poderá passar a exercícios mais avançados. O treino com o clicker estimula os gatos, ajuda a prevenir problemas comportamentais e é divertido!

1- Quando ensina o gato a ir buscar um brinquedo, fá-lo exercitar o instinto natural de caça. Algumas raças são eximias nesta aprendizagem, enquanto que outras exigem tempo e paciência. Aplique água de atum enlatado ao natural no brinquedo preferido do seu gato para o tornar mais atraente. Lance-o para longe, fazendo-o passar à frente dele.

2- Recompense qualquer sinal positivo da parte dele; se se dirigir ao brinquedo, o cheirar ou o agarrar; pressione o clicker e recompense-o. Repita isto várias vezes. Se pegar no brinquedo, espere um pouco, pressione o clicker e recompense-o. Tenha paciência, pode demorar muitas sessões até conseguir faze-lo apanhar o brinquedo.

3- Se ele trouxer o brinquedo na sua direção, pressione o clicker e recompense-o. Ele deixará cair o brinquedo para comer a guloseima, por isso, pegue-lhe rapidamente e lance-o de novo. Se ele já for buscar o brinquedo com facilidade, introduza a ordem de comando "busca", ao lançar. Vá devagar e acabe sempre de forma positiva.

quarta-feira, 18 de março de 2015

21ª lição - Senta



Para ensinar uma tarefa simples ao seu gato, como por exemplo, sentar, agache-se e segure numa guloseima, mesmo acima da cabeça dele. Ao esticar o pescoço para trás, ele vai sentar-se naturalmente - pressione imediatamente no clicker e dê-lhe a guloseima. Repita várias vezes e, depois, acrescente a oredem de comando "senta", quando ele o fizer naturalmente.

sábado, 14 de março de 2015

20ª lição - tocar à campainha


1- Ensinar o seu gato a tocar a uma campainha é uma habilidade engraçada, mas atenção...ou será ele a ensinar-lhe a si a responder à campainha!

2- Segure numa guloseima atrás da campainha, para o encorajar a tentar apanha-la com a pata. Se ele tocar na campainha, pressione o clicker e recompense-o.
3- Quando o seu gato tocar na campainha oito vezes em dez tentativas, introduza a ordem de comando "toca". Pressione o clicker e recompense-o assim que ele entrar em contacto com a campainha. Repita este exercício todos os dias.

quarta-feira, 11 de março de 2015

19ª lição - Salta



1- Instale um pequeno obstáculo, feito com uma vara ou uma tábua. Peça a um amigo para pegar no seu gato de um lado do obstáculo e posicione-se do outro lado. Utilize o ponteiro, alicie-o a saltar a barreira. Tenha paciência, pois o primeiro salto é o mais difícil. Pressione o clicker e recompense-o quando ele saltar.

2- Assim que ele já saltar facilmente, introduza a ordem de comando "salta", pressione o clicker e recompense-o logo que ele aterre do outro lado. Pode aumentar gradualmente a altura da barreira, ou utilizar diferentes obstáculos.

sábado, 7 de março de 2015

18ª lição - High five!



1- Segure a mão acima da pata do seu gato. Assim que ele lhe tocar, pressione o clicker, recompensando-o e cubra-o de elogios. Se não lhe tocar na mão, não o recompense e baixe ligeiramente a mão, antes de fazer nova tentativa.

2- Levante a mão na posição de quem faz um "high five". Se ele lhe tocar, pressione o clicker e recompense-o, caso contrário, baixe a mão. Quando ele lhe tocar com mais segurança, acrescente a ordem de comando "high five" 

quarta-feira, 4 de março de 2015

17ª lição - Dá a pata



1- Com o seu gato sentado, estenda a mão direita e toque-lhe suavemente na pata direita. Se ele levantar a pata (mesmo que seja só ligeiramente), pressione o clicker e recompense-o. Se ele não se mexer, levante-lhe delicadamente a pata, pressione o clicker e repita. Faça este exercício várias vezes.

2- Pratique o primeiro passo até ele o dominar. Então, acrescente uma ordem de comando. Desloque a mão direita na direção dele, dando-lhe a ordem de comando "dá a pata". Se ele levantar a pata como antes, pressione o clicker e recompense-o. Se só mexer um pouco a pata, pressione o clicker e recompense-o na mesma. Treine muito!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

16ª lição - De pé



Com o seu gato sentado, segure uma guloseima, mesmo acima do seu nariz. Pressione o clicker e recompense-o assim que ele levantar ligeiramente ambas as patas do chão. Repita várias vezes, movendo a guloseima acima da cabeça dele e pressionando apenas quando ele levantar um pouco mais as patas. Vá subindo gradualmente a guloseima e verá como o seu gato acabará por se pôr completamente de pé.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

15ª lição - Acena



Com o seu gato sentado numa mesa, mova uma guloseima de trás para a frente, diante dele, ao nível do focinho. Sempre que ele tentar apanha-la, pressione o clicker e recompense-o. Repita o exercício. Tenha paciência pois isto demora a aprender.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

14ª lição - Levanta



Comece com o seu gato sentado. Coce-o mesmo acima da base da cauda - ele deverá levantar automaticamente o rabo e desta forma ficar de pé. Assim que o fizer, pressione o clicker e dê-lhe a recompensa. Repita isto várias vezes para reforçar esse comportamento. Quando ele já o fizer muito bem, tente acrescentar a ordem de comando "levanta", assim que ele se levantar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

13ª lição - saltar cadeiras



SALTAR PARA CIMA DAS CADEIRAS

Quando o seu gato já souber perseguir o ponteiro (ver lição nº6), deve passar à etapa seguinte - fazê-lo saltar para uma cadeira! Faça-o centrar a atenção no ponteiro e, quando ele lhe tocar, pressione o clicker e recompense-o. Em seguida, desloque o ponteiro até à cadeira. Pressione o clicker e recompense-o por todos os avanços que ele fizer para chegar ao alvo. Caso se estique na direção da cadeira, ou salte para cima dela, para tocar no ponteiro, pressione o clicker e recompense-o imediatamente. Pratique este exercício durante vários dias.

SALTAR VARIAS CADEIRAS

Prossiga o trino com o ponteiro com este jogo simples para fazer o seu gato saltar. Disponha uma quantas cadeiras a formar uma linha reta e utilize o ponteiro para fazer com que o gato salte para cima da primeira. Pressione o clicker e recompense-o. Desloque o ponteiro para a cadeira seguinte e repita o processo, recompensando todos os movimentos acertados com um estalido e uma guloseima. Ele não tardará a saltar de cadeira em cadeira.

Nota: Crie uma pista de agilidade para gatos com caixas de cartão. cadeiras ou mesas. Depois, encoraje o seu gato a saltar de umas para as outras , atraindo-o com um brinquedo ou guloseima.